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Imagine a vida em isolamento, acordando toda manhã antes do nascer do sol para produzir suas próprias roupas, construir e reparar seu abrigo precário, caçar e colher sua própria comida, criar remédios rudimentares para seus ferimentos, e zelar pela continuidade de sua existência selvagem com outras tarefas difíceis e tediosas. Esqueça o lazer e os luxos; todo o seu tempo seria gasto tentando produzir necessidades básicas para apenas subsistir. Especialização e cooperação Felizmente, este não é mais o modo em que a maioria da humanidade organiza suas atividades econômicas. Não procuramos produzir tudo o que necessitamos ou que queremos consumir, mas ao invés disso nos especializamos em algumas poucas, ou…

O senador Bernie Sanders deseja aumentar drasticamente o fardo do Estado e alega que suas políticas não levarão à miséria econômica porque países como a Suécia mostram que é possível ter um país próspero com um forte estado de bem-estar social. Talvez, mas há graus de prosperidade. E um grande setor público impõe um fardo significante nas nações nórdicas, resultando em padrões de vida abaixo do nível americano de acordo com dados da OCDE. Além do mais, de acordo com a pesquisa de um economista sueco, pessoas de descendência escandinava nos EUA produzem e recebem muito mais do que seus correspondentes nos países de origem. Isso não é exatamente um…

Já escrevi anteriormente que muitas nações europeias estão condenadas ao caos demográfico e ao caos fiscal, mas muita gente não se importa tanto com o futuro. Bernie Sanders, por exemplo, olha para nações como Dinamarca e Suécia de hoje e diz que os Estados Unidos deveriam copiar seus caros Estados do bem-estar social. Ele tem razão? Bom, depende dos parâmetros. Se, por qualquer razão, alguém estivesse segurando uma arma contra minha cabeça e exigisse que copiássemos as políticas de alguma nação da União Europeia, os países nórdicos estariam entre minhas primeiras escolhas. Sim, seus Estados de bem-estar social são grandes demais, mas eles de alguma forma compensam esse erro ao…

O comércio tem enriquecido a humanidade oferecendo produtos cada vez melhores e mais baratos enquanto diminui drasticamente a pobreza global. O fim da pobreza extrema está, agora, à vista. Uma pesquisa recente da Gallup divulgou que 58% dos americanos enxergam o comércio como uma oportunidade, não como uma ameaça; e esta crença tem aumentado. No entanto, raramente ouvimos sobre os incríveis benefícios das trocas. As eleições presidenciais americanas de 2016 têm trazido em voga um aumento de interesse nos negócios realizados entre os EUA e a China, com figuras políticas como Donald Trump proeminentemente focando no alegado “dano” ocasionado pela China aos EUA. Aqui descrevo os três principais argumentos que…

Todo economista sensato é – ou deveria ser – a favor do livre comércio. Digo “deveria ser”, já que não existem argumentos econômicos contrários ao princípio, e que os economistas (insensatos?) que se posicionam contrariamente, o fazem por outras razões que não as de ordem propriamente econômica: defesa do emprego nacional, ausência de reciprocidade por parte dos parceiros comerciais, desequilíbrios setoriais devidos a externalidades negativas em outros setores, etc.; ou seja, argumentos de natureza puramente política, quando não oportunista ou meramente conjuntural. Todos os políticos sensatos afirmam ser – por vezes, enganosamente – a favor do livre comércio; mas, de fato, praticam o mais deslavado protecionismo. Eles o fazem sob…

Stephen Hawking, o físico da Universidade de Cambridge e escritor best seller de ciência, diz que a tecnologia está nos trazendo uma "sempre crescente desigualdade".  Ele é um brilhante polímata, mas ele não entende de Economia. Em um fórum aberto no Reddit, Hawking escreveu: Se as máquinas produzem tudo que precisamos, o resultado depende de como as coisas são distribuídas.  Todos podem desfrutar uma vida de diversões luxuosas se a riqueza produzida pela máquina é compartilhada, ou a maioria das pessoas pode acabar miseravelmente pobre se os donos das máquinas obtiverem sucesso em seu lobby contra a redistribuição de riqueza.  Até agora, a tendência tem sido na direção dessa segunda…

Você já se perguntou o que leva os países a praticarem comércio exterior? Em teoria, cada país poderia produzir tudo aquilo que consome e não comprar nada de fora; mas esse não é o caminho geralmente escolhido. Vamos entender porquê. Adam Smith demonstrou em 1776 que por conta de cada país ser mais eficiente do que outros na produção de determinados itens, haveria uma tendência - mutuamente benéfica - de cada um concentrar sua mão-de-obra na produção daquilo que faz com mais eficiência, vender o excedente para outros países, e importar todos os demais bens que necessite. Smith estava tentando responder pensadores mercantilistas de seu tempo, que acreditavam que os…

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