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O seu chefe deveria lhe dizer como você irá votar? Ainda que fazer esta pergunta seja absurda hoje, nem sempre foi assim. Antes da revolução industrial, os trabalhadores eram bastante desamparados tanto pelas leis quanto pela sociedade. As primeiras iniciativas inglesas a favor da democracia republicana explicitamente excluíam os trabalhadores do direito de votar, porque eles eram considerados servos de seus patrões, e presumia-se que eles seguiriam os interesses dos patrões em todos os assuntos, incluindo o voto. As coisas melhoraram extraordinariamente para os trabalhadores desde então, mas a estrutura empregado/patrão nas relações de trabalho ainda existe atualmente, na forma de leis e regulações de trabalho obsoletas. A jurisprudência de…

No quarto capítulo de O caminho da servidão de Hayek, ele aborda especificamente a questão dos monopólios. Especificamente, o mito "de que as mudanças tecnológicas tornaram a concorrência impossível em um número cada vez maior de áreas, e que a única escolha que nos resta é o controle da produção por monopólios privados ou o controle governamental." Hayek explica como esse medo de que a tecnologia acabe necessariamente gerando monopólios se manifestou em sua própria época. À medida que máquinas que substituem o trabalho se tornaram norma quando o assunto era produção em massa, muitas empresas menores acreditaram que a inovação tecnológica as tornava economicamente vulneráveis. A tecnologia gerou economias…

Eu concordo plenamente com meus amigos de esquerda que afirmam que corporações querem extrair cada centavo que elas puderem dos consumidores. Eu também concordo (em grande parte) com eles quando dizem que corporações são entidades sem alma que não se importam com as pessoas. Mas depois que eles terminam de desabafar, eu tento educá-los ao apontar que a única maneira das corporações separarem os consumidores e o seu dinheiro é competindo vigorosamente para oferecer bens e serviços desejáveis a preços atrativos. Além disso, a sua busca "sem alma" por este lucro (como explicado por Walter Williams) as levará a ser eficientes e inovadoras, o que estimula a produção total da…

Um artigo recente do New York Times discutindo o licenciamento dos taxistas da cidade de Nova York ilustra como a inovação e a crescente competição podem levar a novas formas de regulamentação. Aplicativos como o Uber e o Lyft deslocaram os taxistas e desvalorizaram seus alvarás, que são o documento que os permite operar táxis. A ascensão e a queda dos alvarás de táxi Desde 1937, Nova York exige que os táxis comprem alvarás para operar e estabeleceu um número limite para esses alvarás. Por muitos anos, a escassez artificial criada pela limitação de emissão de alvarás – atualmente apenas 13.587 estão disponíveis – impulsionou o preço do licenciamento para…

O apartheid era socialismo Tudo sobre o apartheid sugere socialismo – do espírito por trás dele, às leis aprovadas para sua execução. O apartheid pode até não ser o tipo de socialismo que a esquerda gosta. Porém, como os experimentos socialistas na Europa oriental e em outros locais na África, o apartheid foi outro exemplo da miséria que o socialismo cria quando um governo poderoso e centralizado tenta planejar uma economia e uma sociedade. Em uma sociedade livre e capitalista – sob as instituições liberais da propriedade privada, do respeito aos contratos e do império da lei – as pessoas desfrutam de um amplo espectro de direitos e liberdades: o…

No ano passado, compartilhei o slide de PowerPoint mais deprimente da história dinamarquesa. Em 2011, escrevi sobre uma deprimente imagem da complexidade tributária nos EUA. Vamos continuar com o tema "deprimente" hoje. James Bessen, da Universidade de Direito de Boston, tem um interessante artigo publicado na Harvard Business Review sobre as fontes de lucro das empresas no século 21. Ele começa com uma observação e uma dúvida. Os lucros estão subindo. Isso é uma boa notícia para a sociedade? Presumivelmente, a resposta normal seria sim. Lucros maiores, afinal, são geralmente um sinal de investimentos corretos. E quando mão-de-obra e capital são sabiamente alocados, isso é boa notícia para consumidores e…

Em um artigo recente no The Walrus, Jonathan Kay escreveu: Se a classe alta canadense achasse que o seu sustento como, digamos, advogados ou médicos fosse ameaçado por competidores completamente descredenciados, eles esperneariam horrores (em ambos os casos, de fato, os incumbentes já possuem guildas cuja única função é restringir a entrada de novos profissionais). Não é necessário mencionar que para se tornar um médico ou advogado é preciso muito mais capacitação do que um taxista. Mas em todos os casos, há um investimento inicial enorme, seja ele em educação ou dinheiro. Há poucos alguns anos atrás, os taxistas de Toronto pagavam $340.000 por uma licença. Em 2015, o valor…

A Amazon está processando milhares de pessoas que receberam para postar “falsas” avaliações positivas de diversos produtos. Essas avaliações falsas violam o espírito – e, possivelmente, a funcionalidade – do autogovernado sistema de avaliação da empresa. Os clientes confiam nessas avaliações para guiar suas próprias escolhas, e uma onda de avaliações patrocinadas pode levá-los a escolher produtos inferiores. Um tema similar é tratado no novo livro de auto-ajuda-com-economia comportamental de George Akerlof e Robert Shiller, Phishing for Phools. Os autores, ambos ganhadores do prêmio Nobel, afirmam que um mercado desregulado leva a grande volume de manipulação e fraude. A dimensão exata permanece não especificada, mas a força do argumento é…

Libertários gostam de tomar si mesmos por pessoas economicamente alfabetizadas, pelo menos em comparação com outros grupos políticos e, para a maioria das vezes, acredito que seja verdade. Mas há pelo menos três erros que eu recorrentemente ouço até mesmo libertários cometerem quando falam do livre-mercado. Erro #1: "O livre-mercado não precisa de regulação." Um dos perigos de conversar com alguém que discorda de você, ou às vezes até com alguém que parece concordar com você, é que vocês se desentendam. Vejo que isso acontece em discussões sobre regulação. Até mesmo entre libertários, se precisamos ou não e de quanta regulação precisamos -- por exemplo, para prevenir catástrofes ambientais, para…

Os países nórdicos europeus são frequentemente lembrados por entusiastas de Estados prolixos como exemplos de sucesso das políticas que defendem. Nesse artigo, vamos investigar a história econômica recente do mais citado deles: a Suécia. A análise geralmente feita é simples e superficial: a Suécia é um país rico e sem pobreza, seu governo interfere na economia e distribui generosos benefícios à população, logo o Estado é um agente importante na redução da pobreza e no desenvolvimento econômico. É preciso uma análise mais rigorosa para perceber que a realidade não é bem assim. Do começo do século XIX até hoje, é possível enxergar cinco fases distintas na economia sueca. Vamos analisar…

Em condições normais de mercado (ou seja, quando não há qualquer interferência do governo em seu funcionamento), um aumento na demanda por um determinado bem ou serviço desencadeia uma série de efeitos: Esse aumento na demanda faz com que o preço do produto suba, porque agora há mais consumidores disputando a mesma quantidade do produto que havia antes. Esse aumento de preços faz com que o lucro dos produtores nesse setor também aumente, já que não houve qualquer alteração em seus custos, mas agora estão vendendo a um preço maior do que antes. Esse aumento de lucros aumenta a quantidade ofertada do produto por conta de dois movimentos distintos: Os…

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