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O excelente artigo de Robert Colvile tratando da incompreensão do príncipe Charles sobre as causas da pobreza africana oferece uma boa oportunidade para examinar mais de perto a história econômica de África. A pobreza africana não foi causada pelo colonialismo, capitalismo ou pelo livre comércio. Como observei anteriormente, muitas das antigas dependências europeias tornaram-se ricas precisamente porque mantiveram muitas das instituições coloniais e participaram no comércio global. A pobreza africana antecedeu o contato do continente com a Europa, e persiste hoje. Ela é resultado de escolhas políticas infelizes, a maioria feita livremente pelos líderes africanos após a independência. Como a Europa, a África começou desesperadoramente pobre. O falecido professor Angus…

Neste último final de semana, a The Economist publicou um curto vídeo em sua página no Facebook chamado “O ano do 1%”. O vídeo mostra um gráfico sobre o planeta Terra vista do espaço enquanto uma voz narra: 2016 está marcado para ser um mundo mais desigual do que nunca. Pela primeira vez, o 1% mais rico desfrutará de uma fatia maior da riqueza global do que os outros 99%. O gráfico da The Economist me lembrou de outro gráfico que também mostra duas linhas que em dado momento se cruzam, mas que contam uma história bem diferente. Apesar do crescimento populacional, há menos pessoas vivendo em extrema pobreza hoje…

Já escrevi anteriormente que muitas nações europeias estão condenadas ao caos demográfico e ao caos fiscal, mas muita gente não se importa tanto com o futuro. Bernie Sanders, por exemplo, olha para nações como Dinamarca e Suécia de hoje e diz que os Estados Unidos deveriam copiar seus caros Estados do bem-estar social. Ele tem razão? Bom, depende dos parâmetros. Se, por qualquer razão, alguém estivesse segurando uma arma contra minha cabeça e exigisse que copiássemos as políticas de alguma nação da União Europeia, os países nórdicos estariam entre minhas primeiras escolhas. Sim, seus Estados de bem-estar social são grandes demais, mas eles de alguma forma compensam esse erro ao…

Toda vez que há uma discussão sobre as nações nórdicas, eu me sinto confuso. Eu não gosto de impostos punitivamente altos e níveis de redistribuição social destrutivos em nações como a Dinamarca, mas eu admiro as políticas de laissez-faire que esses países têm em relação a regulamentação, comércio e direitos de propriedade. De fato, nesses últimos pontos, vale notar que as nações nórdicas são mais economicamente livres que os Estados Unidos, de acordo com especialistas do Fraser Institute que preparam o Economic Freedom of the World. Consideremos o exemplo da Suécia. O país tem um programa robusto de vouchers escolares e um sistema de previdência social parcialmente privatizado. Além disso,…

Eu não me importo se é chamado de socialismo, fascismo, ou comunismo, estatismo é mau e destrutivo. Tomar parcialmente esse caminho com o “socialismo democrático” pode evitar a brutalidade, mas o resultado final ainda é a miséria econômica. Na esperança de provar o meu ponto, eu utilizo desde humor até análise teórica. Mas minha abordagem favorita, baseada em décadas de experiência em conversas individuais, discursos públicos e briefings pessoais, é compartilhar comparações entre países. Tais evidências do mundo real parecem ser as mais persuasivas. Então está na hora de aumentar essa coleção. Vamos voltar em 2011, quando Catherine Rampell estava com o The New York Times e escreveu uma coluna…

A grande jornalista, novelista e escritora de viagem do século XX, Martha Gellhorn, (1908 – 1998) estava bem familiarizada com guerras, fome e doença – que ela insistia em ver com seus próprios olhos. Em 1937, ela estava em Madrid e testemunhou o fim obscuro da guerra civil espanhola. Em 1938, ela estava em Praga quando milhares de Tchecos desalojados, que estavam escapando das Sudetas depois do Acordo de Munique, encheram estações de trens em busca de comida e abrigo. Em 1945, ela acompanhou o sétimo exército americano na libertação do campo de concentração de Dachau dos homicidas nacional-socialistas. Gellhorn foi uma das primeiras mulheres correspondentes de guerra e feministas…

“O que causa a pobreza? Nada. Ela é o estado original, o padrão e o ponto inicial. Na verdade, a pergunta é: o que causa a prosperidade?” – Per Bylund Pobreza é o estado ou a condição de possuir pouco ou nenhum dinheiro, patrimônio ou meios de suporte. A pobreza inclui elementos econômicos, sociais e políticos. Um padrão de vida pobre pode incluir o acesso restrito a água potável, uma casa em péssimas condições e/ou ausência de dinheiro suficiente para suprir outras necessidades básicas de uma pessoa, tais como alimentação e saúde. Existem diversos métodos para quantificar a pobreza presente ao redor do mundo, mas o método de análise mais…

Durante sua histórica viagem a Cuba, o presidente Obama ouviu críticas de Raul Castro sobre a hipocrisia, “dois pesos e duas medidas”, do governo norte-americano quando o assunto é direitos humanos. Obama respondeu “o presidente Castro apontou que assegurar que todas as pessoas tenham uma educação decente ou acesso à saúde, além de um sistema de previdência, também deveria se enquadrar na categoria de direitos humanos. Pessoalmente, eu não discordo.” Obviamente, Raul Castro nada sabe sobre direitos humanos. Dissidentes em Cuba estão ainda sendo presos, se não assassinados. A assistência médica pode ser gratuita, mas o padrão do serviço é baixo, inclusive pela falta de suprimentos básicos. Muitos cubanos vivem…

No início deste ano foi publicada uma análise chamada “O acúmulo de riqueza na prática”. Este estudo levou em consideração os dados de 2014, e nele foi evidenciado que o acumulo de riqueza no Brasil estava caindo. Ao atualizá-lo com dados de 2015 observa-se que a tendência continua. Lembrando que o relatório fonte dos dados utiliza informações do meio do ano como base, divulgado anualmente em outubro. Recordando algumas afirmações do artigo anterior: O momento de empolgação que o Brasil se encontrava de 2004 a 2011 esfriou. No decorrer dos anos 2000 as condições para acumular riqueza começaram a ser restringidas, a situação do Brasil iniciou a sua piora e…

Há uns tempos escrevi um artigo sobre as reformas necessárias à resolução das crises político-económicas na zona euro [1]. Apercebo-me que talvez tenha sido inocente ao imaginar que o Estado pudesse de alguma forma recuar na sua coerção sobre o indivíduo, isto é, sem quaisquer “incentivos” para isso. A probabilidade, até à luz de recentes eventos bárbaros, é que os cidadãos, na sua maioria, aceitem sucessivamente mais restrições na sua liberdade em troca por segurança - na realidade em troca de uma ilusão de segurança... Existem barreiras económicas que impedem a livre circulação de pessoas, bens, produtos e capital, porém essas barreiras não são totais. A esmagadora maioria dos países…

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