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Hoje mais cedo, o Instituto Fraser publicou a 21ª edição do relatório anual da Liberdade Econômica do Mundo. O think-tank canadense usa 42 dados estatísticos em cinco áreas diferentes (tamanho do governo, direito à propriedade privada, estabilidade econômica, liberdade de comércio internacional e regulamentação) para ranquear a liberdade econômica de 159 países e territórios. Os resultados? Como diz Johan Norberg, "a liberdade é maravilhosa". O que ele quer dizer é que - quase sem exceção - quanto mais livre é o país, mais rápido é seu crescimento econômico e mais alta é a renda de seus cidadãos. O relatório completo está disponível no site do Institute Fraser. Mas aqui estão…

É muito comum, em alguns manuais de Direito Constitucional e Ciência Política editados no Brasil, a assertiva de que o Estado liberal provocou imensas injustiças sociais, e que tais injustiças derivaram da cultura da não intervenção e do abstencionismo estatal perante a comunidade, típicos daquele período histórico. Afirmam ainda alguns autores, que as liberdades daquele tempo eram insuficientes, e que o Estado, à partir das diversas crises ocorridas dentro do liberalismo, precisou adotar posturas ativas na busca pela justiça social e pelo controle da economia. Teria passado o Estado, então, a adotar uma dogmática social, em detrimento do sentimento liberal outrora predominante. Acontece, todavia, que a maneira como alguns teóricos…

As duas vezes que visitei o Brasil, tive a impressão que este era um país que anseia em ser livre. Sua cultura é tão rica e variada, seu povo é tão numeroso, seus hábitos e costumes são tão imbuídos de tradição e gestos informais, sua comida é tão espetacular, me pareceu um país em que seria impossível comandar do centro. Suas cidades foram construídas por tantas gerações, milhões de mentes, uma coordenação incrível de planos diversos através do tempo e do espaço, que me pareceu um lugar intrinsecamente resistente ao planejamento central. Presidentes poderiam desfilar e se vangloriar, ditadores poderiam berrar e gritar, alguns setores poderiam ser nacionalizados à força,…

Pronuncia-se "lá-sê-fér". As origens francesas do termo datam do final da Renascença. Diz a lenda que foi usado pela primeira vez no ano de 1680, época em que o Estado-nação estava em ascensão em toda a Europa. O Ministro das Finanças francês, Jean-Baptiste Colbert, perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta foi: "Laissez-nous faire", ou "deixe ser". Este incidente foi relatado em 1751 no Journal Oeconomique pelo renomado defensor do livre comércio Rene de Voyer, o Marquês d'Argenson. O slogan foi codificado, finalmente, nas palavras de Vincent de Gournay: "Laissez-faire et laissez-passer,…

Uma das reclamações comuns em relação a permitir que as pessoas vivam suas vidas livres de interferências políticas é que muitas delas não são capazes o suficiente para administrar suas próprias vidas. Tais críticas são geralmente respostas ao argumento feito por muitos do outro lado, o de que a razão pela qual às pessoas deve ser permitida a liberdade é precisamente que nós somos capazes o suficiente para administrar nossas próprias vidas perfeitamente bem. Vamos começar com um ponto que talvez seja óbvio: se humanos não são capazes o suficiente para administrar suas próprias vidas, por que devemos acreditar que existem humanos capazes o suficiente para administrar a vida dos…

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