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No quarto capítulo de O caminho da servidão de Hayek, ele aborda especificamente a questão dos monopólios. Especificamente, o mito "de que as mudanças tecnológicas tornaram a concorrência impossível em um número cada vez maior de áreas, e que a única escolha que nos resta é o controle da produção por monopólios privados ou o controle governamental." Hayek explica como esse medo de que a tecnologia acabe necessariamente gerando monopólios se manifestou em sua própria época. À medida que máquinas que substituem o trabalho se tornaram norma quando o assunto era produção em massa, muitas empresas menores acreditaram que a inovação tecnológica as tornava economicamente vulneráveis. A tecnologia gerou economias…

Pronuncia-se "lá-sê-fér". As origens francesas do termo datam do final da Renascença. Diz a lenda que foi usado pela primeira vez no ano de 1680, época em que o Estado-nação estava em ascensão em toda a Europa. O Ministro das Finanças francês, Jean-Baptiste Colbert, perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta foi: "Laissez-nous faire", ou "deixe ser". Este incidente foi relatado em 1751 no Journal Oeconomique pelo renomado defensor do livre comércio Rene de Voyer, o Marquês d'Argenson. O slogan foi codificado, finalmente, nas palavras de Vincent de Gournay: "Laissez-faire et laissez-passer,…

O que é intervencionismo? O intervencionismo significa que o Estado não restringe sua atividade à preservação da ordem, ou – como diziam as pessoas cem anos atrás – à “produção de segurança”. O intervencionismo significa que o Estado quer fazer mais. Ele quer interferir com fenômenos de mercado. Se alguém levanta objeção e diz que o Estado não deve interferir com os negócios, as pessoas frequentemente respondem: “Mas o Estado sempre necessariamente interfere. Se há policiais nas ruas, o Estado está interferindo. Ele interfere no ladrão que saqueia uma loja, ou quando evita que um homem roube um carro.” Mas quando lidamos com intervencionismo e definimos o que significa intervencionismo,…

Hoje, o governador da Califórnia Jerry Brown irá assinar uma lei aumentando o salário mínimo no estado (hoje em US$ 10 / hora , empatado com Massachusetts como o mais alto entre os estados) para US$ 15 / hora em 2022. Aqui está algo importante. Apesar de outras cidades, como Los Angeles e Seattle, terem passado leis de salário mínimo em US$ 15 nos últimos anos, na Califórnia a lei afetará um número muito maior de pessoas e uma população muito mais diversa de trabalhadores do que qualquer outra medida até hoje. O novo salário mínimo na Califórnia é a maior e mais nova vitória de um poderoso movimento que…

As leis de salário mínimo são comuns nos noticiários atualmente. Nova York, Califórnia e várias cidades dos Estados Unidos passaram recentemente leis para aumentar o salário mínimo para $15 por hora. Nesse contexto, é especialmente válido revisar os propósitos e os efeitos das leis de salário mínimo. Duas possíveis políticas estão diretamente relacionadas ao debate do salário mínimo: Se o governo deve assegurar que trabalhadores não recebam menos do que certo patamar como compensação por seu trabalho. Se o governo deve estabelecer uma barreira de preço para o emprego. E, se afirmativo, a altura dessa barreira. O debate do salário mínimo é normalmente tido como sendo sobre a primeira dessas…

Meu filho de 19 anos, Thomas – pelo qual eu tenho todo o orgulho que um pai pode ter de seu filho – é um astrofísico promissor. Seu interesse profissional reside puramente nas ciências exatas e na matemática. Mesmo assim, seu conhecimento de economia é profundo. (Sim, eu estou contando vantagem. Mas é considerado contar vantagem quando é verdade?) Thomas entende com naturalidade a inevitabilidade dos trade-offs, ele compreende que não existe tal coisa como almoço grátis (ou qualquer coisa grátis), ele entende , ele é realista o suficiente para entender que para cada incentivo perverso que existe no setor privado, existem 1.001 incentivos perversos no setor público, e Thomas…

O comércio tem enriquecido a humanidade oferecendo produtos cada vez melhores e mais baratos enquanto diminui drasticamente a pobreza global. O fim da pobreza extrema está, agora, à vista. Uma pesquisa recente da Gallup divulgou que 58% dos americanos enxergam o comércio como uma oportunidade, não como uma ameaça; e esta crença tem aumentado. No entanto, raramente ouvimos sobre os incríveis benefícios das trocas. As eleições presidenciais americanas de 2016 têm trazido em voga um aumento de interesse nos negócios realizados entre os EUA e a China, com figuras políticas como Donald Trump proeminentemente focando no alegado “dano” ocasionado pela China aos EUA. Aqui descrevo os três principais argumentos que…

Uma crença que ressalto repetidas vezes é que estamos em guerra – não uma guerra física, com troca de tiros, mas uma guerra capaz de se tornar tão destrutiva e custosa quanto. A batalha pela preservação e avanço da liberdade não é uma batalha contra personalidades, mas contra ideias opostas. O autor francês Victor Hugo declarou que “pode-se resistir à invasão de exércitos, não à invasão de ideias”. Essa declaração é frequentemente reproduzida como “nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”. Ideias tiveram consequências tremendas. Elas determinaram o curso da história. O feudalismo existiu por mil anos em grande parte porque eruditos, professores, intelectuais, educadores, clérigos, e políticos…

Toda vez que há uma discussão sobre as nações nórdicas, eu me sinto confuso. Eu não gosto de impostos punitivamente altos e níveis de redistribuição social destrutivos em nações como a Dinamarca, mas eu admiro as políticas de laissez-faire que esses países têm em relação a regulamentação, comércio e direitos de propriedade. De fato, nesses últimos pontos, vale notar que as nações nórdicas são mais economicamente livres que os Estados Unidos, de acordo com especialistas do Fraser Institute que preparam o Economic Freedom of the World. Consideremos o exemplo da Suécia. O país tem um programa robusto de vouchers escolares e um sistema de previdência social parcialmente privatizado. Além disso,…

Em sua “Carta de uma prisão em Birmingham”, Martin Luther King Jr. identifica o Estado como inimigo dos direitos e dignidade dos negros. Ele foi preso por fazer um protesto sem permissão. King cita as injustiças da polícia e dos tribunais em particular. E ele inspirou um movimento para abrir a consciência pública contra a brutalidade do Estado, especialmente por envolver mangueiras de incêndio, cassetetes, e cadeias. Menos óbvio, entretanto, foi o papel de métodos mais sutis de subjugação – formas de coerção estatal profundamente incorporadas na lei e na história dos Estados Unidos. E foram oferecidos como políticas baseadas na ciência e no gerenciamento científico da sociedade. Considere o…

Esse artigo é o último de uma série de três que, todos juntos, foram originalmente publicados como o ensaio The House That Uncle Sam Built no Foundation for Economic Education. O primeiro artigo foi publicado no dia 23 de março, e o segundo no dia 5 de abril. Desregulamentação, a falsa culpada É nitidamente incorreto afirmar que a crise atual foi produzida pela desregulamentação. Enquanto é verdade que novos instrumentos como os swaps de crédito não foram sujeitos a uma grande quantidade de regulamentação, isso ocorreu em grande parte porque eram novos. Além do mais, a sua mera existência foi uma consequência não intencional de todas as outras regulamentações e…

Esse artigo é o segundo de uma série de três que, todos juntos, foram originalmente publicados como o ensaio The House That Uncle Sam Built no Foundation for Economic Education. O artigo anterior foi publicado no dia 23 de março. E a habitação? Com a política monetária tão expansiva, o mercado imobiliário recebeu sinais incorretos e contraditórios. Por um lado, o mercado imobiliário e setores relacionados receberam uma luz verde gigante para expandir. É como se o Fed tivesse fornecido para eles uma abundância de madeira e incentivado que construíssem sua casa econômica tão grande quanto quisessem. Isso teria feito sentido se o aumento no fornecimento de madeira (capital) tivesse…

Introdução O tema de “A Casa Que O Tio Sam Construiu: A História Não Contada da Grande Recessão de 2008” é de que políticas governamentais, e não falhas do livre mercado causaram o trauma econômico que nós estamos vivenciando. Nós não vivemos em um livre mercado. Nós vivemos em uma economia mista. A mistura varia com o setor. O setor tecnológico é primariamente livre. Os serviços financeiros são primariamente governo. Não é surpresa que o segmento da economia mais regulado e controlado pelo governo, o de serviços financeiros, foi o que teve os maiores problemas. Esses problemas foram criados por ações do Federal Reserve combinados com políticas governamentais de habitação…

Os países nórdicos europeus são frequentemente lembrados por entusiastas de Estados prolixos como exemplos de sucesso das políticas que defendem. Nesse artigo, vamos investigar a história econômica recente do mais citado deles: a Suécia. A análise geralmente feita é simples e superficial: a Suécia é um país rico e sem pobreza, seu governo interfere na economia e distribui generosos benefícios à população, logo o Estado é um agente importante na redução da pobreza e no desenvolvimento econômico. É preciso uma análise mais rigorosa para perceber que a realidade não é bem assim. Do começo do século XIX até hoje, é possível enxergar cinco fases distintas na economia sueca. Vamos analisar…

Em condições normais de mercado (ou seja, quando não há qualquer interferência do governo em seu funcionamento), um aumento na demanda por um determinado bem ou serviço desencadeia uma série de efeitos: Esse aumento na demanda faz com que o preço do produto suba, porque agora há mais consumidores disputando a mesma quantidade do produto que havia antes. Esse aumento de preços faz com que o lucro dos produtores nesse setor também aumente, já que não houve qualquer alteração em seus custos, mas agora estão vendendo a um preço maior do que antes. Esse aumento de lucros aumenta a quantidade ofertada do produto por conta de dois movimentos distintos: Os…

Em uma economia onde todos os bens são produzidos pela iniciativa privada e não há interferência nos preços por parte do governo, o preço desses bens são determinados por oferta e demanda. Ou melhor, são determinados por uma livre concorrência entre os produtores e por outra livre concorrência entre os consumidores. Se há concorrência entre os consumidores, isso significa que nem todos conseguirão comprar tudo o que precisam. Nesse cenário, é muito tentador para alguns políticos fixar preços máximos para aquilo que julgam "artigos essenciais" para as famílias. Na cabeça deles, isso iria fazer com que mais famílias (e principalmente as mais pobres) tivessem acesso a esses bens essenciais. Há…

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