Arquivo de Tags história econômica

Pronuncia-se "lá-sê-fér". As origens francesas do termo datam do final da Renascença. Diz a lenda que foi usado pela primeira vez no ano de 1680, época em que o Estado-nação estava em ascensão em toda a Europa. O Ministro das Finanças francês, Jean-Baptiste Colbert, perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta foi: "Laissez-nous faire", ou "deixe ser". Este incidente foi relatado em 1751 no Journal Oeconomique pelo renomado defensor do livre comércio Rene de Voyer, o Marquês d'Argenson. O slogan foi codificado, finalmente, nas palavras de Vincent de Gournay: "Laissez-faire et laissez-passer,…

Uma rica mulher de Manhattan morreu semana passada enquanto cozinhava após suas roupas pegarem fogo. A trágica morte foi incomum, mas houve um tempo em que cozinhar era muito mais perigoso e consumia muito mais tempo. Ainda hoje, mais de 4 milhões de pessoas não possuem fogões modernos e por isso morrem prematuramente a cada ano por respirarem a fumaça do cozimento. Cozinhar não só era perigoso, mas não deixava tempo para muito mais coisa. Como observou a professora Deirdre McCloskey, “nos anos 90 uma família americana tradicional de classe média gastava 44 horas [por semana] preparando comida,” e a maior parte desse trabalho ficava para as mulheres. Em outras…

O apartheid era socialismo Tudo sobre o apartheid sugere socialismo – do espírito por trás dele, às leis aprovadas para sua execução. O apartheid pode até não ser o tipo de socialismo que a esquerda gosta. Porém, como os experimentos socialistas na Europa oriental e em outros locais na África, o apartheid foi outro exemplo da miséria que o socialismo cria quando um governo poderoso e centralizado tenta planejar uma economia e uma sociedade. Em uma sociedade livre e capitalista – sob as instituições liberais da propriedade privada, do respeito aos contratos e do império da lei – as pessoas desfrutam de um amplo espectro de direitos e liberdades: o…

A África Subsaariana consiste de 46 países e cobre uma área de 24 km2 milhões. Uma em cada sete pessoas da Terra vive na África, e a proporção que o continente tem da população mundial só tem como crescer porque a taxa de fertilidade na África permanece mais alta do que em outros lugares. Se a tendência atual continuar, haverá mais pessoas na Nigéria do que nos Estados Unidos em 2050. O que acontece na África, portanto, é importante não somente para as pessoas que vivem no continente, mas também para o resto de nós. O continente da esperança A África pode ser o continente mais pobre do mundo, mas…

O senador Bernie Sanders deseja aumentar drasticamente o fardo do Estado e alega que suas políticas não levarão à miséria econômica porque países como a Suécia mostram que é possível ter um país próspero com um forte estado de bem-estar social. Talvez, mas há graus de prosperidade. E um grande setor público impõe um fardo significante nas nações nórdicas, resultando em padrões de vida abaixo do nível americano de acordo com dados da OCDE. Além do mais, de acordo com a pesquisa de um economista sueco, pessoas de descendência escandinava nos EUA produzem e recebem muito mais do que seus correspondentes nos países de origem. Isso não é exatamente um…

O comércio tem enriquecido a humanidade oferecendo produtos cada vez melhores e mais baratos enquanto diminui drasticamente a pobreza global. O fim da pobreza extrema está, agora, à vista. Uma pesquisa recente da Gallup divulgou que 58% dos americanos enxergam o comércio como uma oportunidade, não como uma ameaça; e esta crença tem aumentado. No entanto, raramente ouvimos sobre os incríveis benefícios das trocas. As eleições presidenciais americanas de 2016 têm trazido em voga um aumento de interesse nos negócios realizados entre os EUA e a China, com figuras políticas como Donald Trump proeminentemente focando no alegado “dano” ocasionado pela China aos EUA. Aqui descrevo os três principais argumentos que…

Eu já argumentei anteriormente que direitos de propriedade privada são um componente vital de qualquer programa pró meio ambiente. Curiosamente, o Washington Post meio que concorda. Ao menos no que diz respeito às áreas de pesca. Em um editorial recente, reconheceu que o modelo coletivista atual não funciona. As áreas de pesca do mundo, que alimentam bilhões de pessoas, estão em profundo declínio. Os autores de um estudo publicado na segunda-feira no Proceedings of the National Academy of Sciences examinou 4.713 áreas de pesca, contabilizando 78% da pesca anual no mundo, e descobriu que apenas um terço delas estava em condições biológicas decentes. O editorial então aponta para o fato…

O socialismo está de volta à moda, principalmente entre jovens universitários americanos. Eles são jovens demais para se lembrarem da Guerra Fria, e poucos estudam história. Esse é, portanto, um bom momento para lembrar à geração Y o que o socialismo rendeu – especialmente em alguns dos países mais pobres do mundo. Aqueles de nós que se lembram do início da década de 80, sempre se lembrarão das imagens de crianças etíopes passando fome. Com umbigos engolidos por kwashiorkor e olhos cobertos de moscas, essas foram as inocentes vítimas dos Derg – um grupo de militantes marxistas que tomaram o governo etíope e usaram a inanição como forma de dominar…

Eu não me importo se é chamado de socialismo, fascismo, ou comunismo, estatismo é mau e destrutivo. Tomar parcialmente esse caminho com o “socialismo democrático” pode evitar a brutalidade, mas o resultado final ainda é a miséria econômica. Na esperança de provar o meu ponto, eu utilizo desde humor até análise teórica. Mas minha abordagem favorita, baseada em décadas de experiência em conversas individuais, discursos públicos e briefings pessoais, é compartilhar comparações entre países. Tais evidências do mundo real parecem ser as mais persuasivas. Então está na hora de aumentar essa coleção. Vamos voltar em 2011, quando Catherine Rampell estava com o The New York Times e escreveu uma coluna…

De luxuoso hotel, o historiador cultural Luc Sante relembra ternamente os bons e velhos tempos de alcoólatras moradores de rua ascendendo fogueiras de lixo na skid row de Manhattan. "Por ali, ao lado do albergue," Sante recordava ao The Guardian, "é onde Nan Goldin vivia e trabalhava. Quarenta anos atrás ainda havia muitos galpões vazios por aqui que tinham sido casas de espetáculos burlescas e vaudeville durante o tempo em que as entradas das lojas eram salões. Havia bares frequentados exclusivamente por vagabundos, debruçados sobre o balcão. À noite, eles fariam fila na porta dos albergues das missões e do Exército da Salvação -- veteranos da Segunda Guerra Mundial, da…

Os países nórdicos europeus são frequentemente lembrados por entusiastas de Estados prolixos como exemplos de sucesso das políticas que defendem. Nesse artigo, vamos investigar a história econômica recente do mais citado deles: a Suécia. A análise geralmente feita é simples e superficial: a Suécia é um país rico e sem pobreza, seu governo interfere na economia e distribui generosos benefícios à população, logo o Estado é um agente importante na redução da pobreza e no desenvolvimento econômico. É preciso uma análise mais rigorosa para perceber que a realidade não é bem assim. Do começo do século XIX até hoje, é possível enxergar cinco fases distintas na economia sueca. Vamos analisar…

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