Com o frenesi do eclipse solar acabando, os consumidores que diligentemente protegeram seus olhos podem voltar suas atenções para uma lição fundamental da economia. Um mês atrás, os maiores vendedores dos óculos de segurança para eclipse solar vendiam lotes de 10 por cerca de 4 dólares. Hoje, porém, o mesmo produto é vendido por pelo menos 150 dólares. Inevitavelmente, acusações furiosas de “especulação de preços” surgem dos leigos em economia, que reclamam que os vendedores estão cobrando preços excessivos, explorando condições atípicas de mercado. Como pode o valor de um item ter aumentado de forma tão significativa em um curto espaço de tempo, especialmente quando os óculos para eclipse custam…

Um artigo recente do New York Times discutindo o licenciamento dos taxistas da cidade de Nova York ilustra como a inovação e a crescente competição podem levar a novas formas de regulamentação. Aplicativos como o Uber e o Lyft deslocaram os taxistas e desvalorizaram seus alvarás, que são o documento que os permite operar táxis. A ascensão e a queda dos alvarás de táxi Desde 1937, Nova York exige que os táxis comprem alvarás para operar e estabeleceu um número limite para esses alvarás. Por muitos anos, a escassez artificial criada pela limitação de emissão de alvarás – atualmente apenas 13.587 estão disponíveis – impulsionou o preço do licenciamento para…

Frédéric Bastiat, o grande economista francês (sim, tais criaturas costumavam existir) do século XIX, observou que um bom economista sempre de qualquer ação. Um economista desleixado analisa os destinatários dos programas governamentais e declara que a economia será estimulada por esse dinheiro adicional que é facilmente visto, enquanto um bom economista reconhece que o governo não pode redistribuir o dinheiro sem causar prejuízos invisíveis ao, primeiramente, tributar ou pegar emprestado do setor privado. Um economista desleixado analisa os resgates financeiros e declara que a economia será mais forte porque as firmas ineficientes que se mantêm nos negócios são facilmente visíveis, enquanto um bom economista reconhece que tais políticas impõem danos…

As duas vezes que visitei o Brasil, tive a impressão que este era um país que anseia em ser livre. Sua cultura é tão rica e variada, seu povo é tão numeroso, seus hábitos e costumes são tão imbuídos de tradição e gestos informais, sua comida é tão espetacular, me pareceu um país em que seria impossível comandar do centro. Suas cidades foram construídas por tantas gerações, milhões de mentes, uma coordenação incrível de planos diversos através do tempo e do espaço, que me pareceu um lugar intrinsecamente resistente ao planejamento central. Presidentes poderiam desfilar e se vangloriar, ditadores poderiam berrar e gritar, alguns setores poderiam ser nacionalizados à força,…

Pronuncia-se "lê-sê-fér". As origens francesas do termo datam do final da Renascença. Diz a lenda que foi usado pela primeira vez no ano de 1680, época em que o Estado-nação estava em ascensão em toda a Europa. O Ministro das Finanças francês, Jean-Baptiste Colbert, perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta foi: "Laissez-nous faire", ou "deixe ser". Este incidente foi relatado em 1751 no Journal Oeconomique pelo renomado defensor do livre comércio Rene de Voyer, o Marquês d'Argenson. O slogan foi codificado, finalmente, nas palavras de Vincent de Gournay: "Laissez-faire et laissez-passer,…

Quando eu digo às pessoas que trabalho na Foundation for Economic Education, elas geralmente perguntam: "Que ideias econômicas as pessoas deveriam entender?" Nós da FEE pensamos muito nisso para os nossos artigos, cursos, seminários e vídeos. Dividimos o “pensamento econômico” em doze conceitos-chave. A lista a seguir nos guiou internamente por alguns anos, e eu acredito que agora chegou a hora de compartilhá-la com o mundo. Ganhos do comércio: Em qualquer troca econômica, escolhida livremente, ambas as partes se beneficiam, ao menos segundo a cabeça de cada um. Valor subjetivo: O valor de qualquer bem ou serviço é determinado pela mente humana individual. Custo de oportunidade: Nada é gratuito, e…

É maravilhoso que a Oxfam reconheça o "progresso surpreendente na redução da pobreza" nas últimas décadas, e que "os negócios podem ser uma grande força para o bem" a este respeito. Mas eu quero ser ganancioso. Quero que a Oxfam e todas as outras organizações que, com louvável razão, desejam ver uma redução na extensão da pobreza global, deem mais um passo: reconheçam que muito desse progresso surpreendente andou lado a lado com o crescimento e a difusão do livre comércio, da democracia, dos direitos de propriedade e do estado de direito em todo o mundo. Esta semana, houve um debate no CapX - antes de um debate semelhante organizado…

Compartilhei ontem um exemplo de como um grande aumento de imposto sobre imóveis caros leva a menos vendas. De fato, a queda foi tão significativa que o governo não apenas não arrecadou menos do que projetou, o que é uma consequência muito comum quando a carga tributária aumenta, como ele, na verdade, arrecadou menos do que antes do aumento de impostos ter entrado em vigor. Esta é a curva de Laffer anabolizada. O propósito desta coluna foi compartilhar com meus amigos da esquerda um exemplo de um aumento de impostos que atingiu o que eles desejavam (isto é, colocar um obstáculo nas vendas de imóveis caros) na esperança de fazê-los…

Uma rica mulher de Manhattan morreu semana passada enquanto cozinhava após suas roupas pegarem fogo. A trágica morte foi incomum, mas houve um tempo em que cozinhar era muito mais perigoso e consumia muito mais tempo. Ainda hoje, mais de 4 milhões de pessoas não possuem fogões modernos e por isso morrem prematuramente a cada ano por respirarem a fumaça do cozimento. Cozinhar não só era perigoso, mas não deixava tempo para muito mais coisa. Como observou a professora Deirdre McCloskey, “nos anos 90 uma família americana tradicional de classe média gastava 44 horas [por semana] preparando comida,” e a maior parte desse trabalho ficava para as mulheres. Em outras…

Quando eu falo para grupos de estudantes sobre desigualdade, uma das primeiras coisas que peço para eles fazerem é considerar um experimento mental. Imagine uma sociedade em que, por exemplo, os 20% mais ricos ganhem uma média de US$ 60.000 por ano e os 20% mais pobres ganhem uma média de US$ 10.000 por ano. Imagine que a média dos rendimentos de todas as famílias seja em torno de US$ 35.000 por ano. Agora imagine uma sociedade diferente, em que os 20% mais ricos ganhem US$ 150.000 na média e os 20% mais pobres cerca de US$ 18.000. Suponha que a média geral seja cerca de US$ 54.000. Se compararmos…

A discriminação é custosa, especialmente em um mercado competitivo. Se os salários dos empregados do tipo X forem 25% menores do que os salários dos empregados do tipo Y, por exemplo, então um capitalista ganancioso pode aumentar seus lucros contratando mais profissionais do tipo X. Se os empregados do tipo Y ganharem US$ 15,00 dólares a hora, e os empregados do tipo X ganharem US$ 11,25 dólares a hora, então uma empresa com 100 empregados poderia ganhar US$ 750 mil a mais por ano. Na verdade, um capitalista ganancioso poderia ganhar mais do que isso estabelecendo preços um pouco abaixo das empresas discriminadoras, tomando o mercado, e afundando as empresas…

Vídeos, debates na TV, modelos estatísticos, manifestações de solidariedade, e incontáveis discussões em redes sociais estão centrados em se existe uma diferença salarial significativa entre homens e mulheres depois que outros fatores são considerados. A histeria da mídia sobre a histeria da diferença salarial é um sinal claro de que os americanos estão pensando em legislação. De fato, você pode ter ouvido que a diferença salarial atingiu dimensões globais quando, na última semana, o primeiro ministro da Islândia anunciou uma iminente política nacional sobre igualdade salarial. Americanos têm um grande coração. Queremos nos oferecer para ajudar quando vemos pessoas em necessidade. Igualdade, incluindo a igualdade das mulheres, é uma importante…

Eleitores frustrados geralmente se perguntam por que, depois de elegerem legisladores bem-intencionados, tantas das políticas econômicas do governo se mostram desastrosas. Parte da resposta se sustenta na quase irresistível dinâmica da política pública de “dobrar a aposta” nos equívocos. Legisladores, a imprensa e o público precisam compreender a força deste fenômeno e se proteger dele quando adotam políticas públicas. De forma simples, a dinâmica é a seguinte: O governo, em resposta a uma necessidade observada, toma ações para atender esta necessidade de uma forma que distorce o comportamento econômico e cria previsíveis efeitos adversos. A população consequentemente passa por apuros e demonstra preocupação. Os próprios problemas se tornam justificativas para…

O papel do economista – apontar a incompatibilidade do planejamento central como um meio de atingir o nível de bem-estar que os países buscam – foi definido como uma “tarefa ingrata, (pois) a maioria das pessoas são intolerantes a qualquer crítica às suas crenças econômicas e sociais... (e) não entendem que as objeções levantadas se referem apenas aos métodos inadequados e não rejeitam os objetivos finais de seus esforços” (Mises, 1944). Porém, em circunstâncias como as da Venezuela atual, esta tarefa é ao mesmo tempo ingrata e completamente desanimadora. Uma série de fotografias publicadas recentemente e uma investigação da Reuters apresentaram um trágico resumo da situação atual no país sul-americano,…

Diferentes povos e culturas ao longo da história humana tiveram diferentes percepções sobre a moralidade do lucro. A professora Deirdre McCloskey merece especial destaque no estudo de como nos séculos XVII e XVIII as pessoas em alguns países da Europa passaram a ver empreendedores e inventores como ocupações moralmente honradas, e como essa nova percepção desencadeou uma extraordinária evolução nas condições de vida da população nesses países e, mais tarde, no mundo. Não obstante, a busca do lucro é sempre apontada como um dos causadores dos males da sociedade. Diante desse paradoxo, é natural nos perguntarmos, em primeiro lugar, o que é exatamente o lucro? E depois, a partir daí,…

Imagine a vida em isolamento, acordando toda manhã antes do nascer do sol para produzir suas próprias roupas, construir e reparar seu abrigo precário, caçar e colher sua própria comida, criar remédios rudimentares para seus ferimentos, e zelar pela continuidade de sua existência selvagem com outras tarefas difíceis e tediosas. Esqueça o lazer e os luxos; todo o seu tempo seria gasto tentando produzir necessidades básicas para apenas subsistir. Especialização e cooperação Felizmente, este não é mais o modo em que a maioria da humanidade organiza suas atividades econômicas. Não procuramos produzir tudo o que necessitamos ou que queremos consumir, mas ao invés disso nos especializamos em algumas poucas, ou…

Close
MENUMENU