Ao longo dos últimos anos, a economia compartilhada decolou e tornou-se um importante elemento da economia dos Estados Unidos como um todo. Com empresas de compartilhamento de caronas como Uber e Lyft quebrando os monopólios que as grandes empresas e sindicatos de táxi tiveram por décadas sobre o setor de táxi , o compartilhamento de casas agora está começando a afetar a indústria hoteleira também. No entanto, quando se trata de preços de hotéis, esta concorrência adicional na indústria hoteleira está proporcionando um benefício real para o consumidor.

Nova York é um dos pontos turísticos mais importantes dos Estados Unidos. De fato, em 2015 mais de 59 milhões de pessoas visitaram a cidade de Nova York. Mesmo que os números do turismo não mostrem sinais de desaceleração, a indústria hoteleira está passando por uma grande redução nas reservas. Como resultado, os preços dos hotéis em Nova York são os mais baixos desde 2009.

Coincidentemente, o maior nome no mercado de casas, a Airbnb, foi fundado em 2008, pouco antes de os preços dos hotéis começarem a cair. Com a Airbnb, os proprietários podem alugar quartos, ou toda a sua casa, aos visitantes por uma fração do custo de um quarto de hotel. Na cidade de Nova York, por exemplo, o custo médio de uma uma acomodação Airbnb é de cerca de US$ 149 por noite. Por outro lado, mesmo após a queda de preços de 1,7% no ano passado, uma noite em um hotel na cidade de Nova York ainda custará ao viajante cerca de US$ 266. Embora os usuários da Airbnb que listam suas casas no site determinem quanto cobrar, eles mantiveram seus custos extremamente competitivos em relação aos hotéis tradicionais.

O consumidor é rei

Os poderosos donos das grandes redes hoteleiras podem não estar felizes com isso, mas o consumidor é o vencedor claro nesta batalha. Como outros mercados consumidores, quando mais concorrência é introduzida no mercado, os preços caem. Como as novas empresas precisam de uma vantagem competitiva para ganhar força no mercado, elas geralmente afetam as empresas mais estabelecidas. Como resultado, as cadeias hoteleiras maiores são forçadas a baixar seus preços para competir com os novos negócios.

Como vimos na economia de caronas compartilhadas, as empresas de táxi que perderam lentamente sua hegemonia sobre o setor de táxis voltaram-se para as legislaturas locais para reprimir a economia compartilhada. No estado de Nova York, uma Lei de Múltiplos Habitantes1 torna ilegal alugar um apartamento por menos de trinta dias se o proprietário não estiver presente. Como a maioria dos clientes da Airbnb estão em viagens curtas com duração inferior a um mês, a maioria dos anúncios na área de Nova York podem ser violações diretas da lei. Além disso, embora alguns proprietários que alugam apenas um quarto possam estar presentes durante a estadia do inquilino, a maioria não está, tornando mais conveniente alugar seu espaço. Graças à pressão dos magnatas hoteleiros locais, a cidade começou a reprimir os anúncios do Airbnb que acredita violarem sua Lei de Múltiplos Habitantes.

No entanto, já que os consumidores votam com seus dólares2 , será difícil eliminar completamente a Airbnb e outras empresas de compartilhamento de casas que operam na cidade de Nova York. Assim como o Uber, que teve uma batalha árdua contra reguladores locais em todo o país, a preferência do consumidor por opções de hotéis menos dispendiosas será difícil de ser ignorada quando se trata de reprimir a economia de compartilhamento de casas.

Se você andou postergando aquela viagem para a cidade de Nova York devido a custos de hotel potencialmente elevados, agora pode ser o momento de visitar a Big Aple. Uma vez que o compartilhamento de casas ajudou a reduzir os preços de hotel em geral, os potenciais turistas agora têm uma variedade de opções e preços competitivos.


Esse artigo foi originalmente publicado como In The Sharing Economy, The Consumers Are The Real Winners para o Generation Opportunity .


Notas:

  1. Multiple Dwelling Law no original em inglês. Trata-se de uma lei do estado de Nova York que, em resumo, estabelece exatamente o que a autora descreve a seguir. (N. do E.)
  2. A autora faz alusão ao fato de que um consumidor, ao comprar um bem ou serviço, está diretamente elegendo seu produtor. Isso é diferente de votar em uma eleição, onde um eleitor não necessariamente escolheu o candidato que foi eleito. (N. do E.)

Sobre o Autor

Brittany Hunter é uma editora associada da Foundation for Economic Education. Brittany estudou ciências políticas na Utah Valley University com extensão em estudos constitucionais.

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