Muitos leitores pedem dicas de material para estudo, principalmente livros. Decidimos então fazer algumas listas com sugestões que podem ajudá-los a estudar economia ou o liberalismo econômico por conta própria. Essa é a nossa lista de recomendações de livros sobre libertarianismo.

Essas listas voltaram a ser atualizadas e até os primeiros meses de 2019, devemos ter onze delas com mais de 50 recomendações no total. Para cada recomendação, colocamos links para que o livro seja encontrado mais facilmente. Comprando seu livro na Amazon através dos nossos links, você estará pagando o preço normal e ainda colabora com o nosso trabalho. Obrigado!

Listas de livros de economia

Libertarianismo

Dentro do liberalismo, o libertarianismo é a corrente mais radicalmente a favor da liberdade individual. Seus defensores entendem que a iniciativa privada é plenamente capaz de atender os desejos e as necessidades da população, e o Estado só seria necessário para algumas poucas funções específicas — para alguns libertários, nenhuma!

Sua argumentação é tanto econômica como moral (essa última sendo a mais conhecida), por isso trouxemos livros com defesas dessas duas visões. O Brasil é um país onde o libertarianismo vem crescendo muito, e vem recebendo muito destaque internacional por isso. Esperamos que essa lista ajude o leitor a compreender esse fenômeno.

O manifesto libertário, de David Boaz

Este livro foi originalmente publicado em inglês como Libertarianism: A Primer, que se traduz literalmente como “Libertarianismo: Uma introdução”. Sua intenção é exatamente explicar o que é o libertarianismo para alguém que não o conhece, passando por sua história, seus principais personagens, seus pilares centrais, e sua aplicação às mais atuais questões de políticas públicas.

David Boaz dá especial ênfase em destacar a importância do movimento por mais liberdade, tudo o que ele já alcançou e tudo o que ainda pode alcançar. Explica também como funcionam o processo de mercado e a sociedade civil em um mundo de Estado limitado.

Por outro lado, explica como o poder corrompe, e como a constituição americana foi desenhada exatamente com o propósito de limitar o poder dos políticos. O autor também rediscute o que é direito, afastando o uso habitual da palavra com o sentido de “qualquer coisa que se queira”.

Esse é um excelente livro para conhecer o libertarianismo.

Alternativa: buscapé.

A revolta de Atlas, de Ayn Rand

Este livro é considerado aquele que mais trouxe adeptos ao libertarianismo em todo o mundo.

O romance em três volumes conta a história de alguns personagens centrais que perseguem o sucesso em uma sociedade dominada por pessoas que exigem o sacrifício individual em busca de um suposto bem coletivo. A forma como Ayn Rand descreve o modus operandi coletivista é perturbadoramente real.

Na história, há por toda parte aqueles que destratam os ricos empresários como vilões do mal que precisam ser domados: artistas, acadêmicos, intelectuais, líderes sindicais, agentes públicos, alguns empresários e, é claro, os políticos. Até mesmo a população em geral compartilha deste sentimento enquanto louva seus algozes populistas.

A consequência não poderia ser outra: a poderosa máquina estatal é manipulada por grupos de interesse em benefício próprio.

O centro da história é sobre o pequeno grupo de heróis que, um por um, passam a perceber o que está acontecendo, e juntos começam a agir contra o status quo. Sua postura de inconformismo contra o sistema comandado pelos auto-proclamados líderes talvez seja o que inspira tantos leitores para o libertarianismo.

Um livro tão influente não poderia faltar nessa lista. Leia e descubra o que todos precisam saber. Afinal, quem é John Galt?

Alternativa: buscapé.

As engrenagens da liberdade, de David Friedman

David Friedman, filho do renomado economista Milton Friedman, escreveu As engrenagens da liberdade para explicar como seria uma sociedade sem Estado. Apesar de tal ideia parecer extrema demais para muitos, seus argumentos são surpreendentemente eloquentes.

O autor dá especial ênfase em discutir as funções do Estado onde se imagina que ele seja mais necessário (algumas delas são as próprias funções que deram origem à criação do Estado): polícia, tribunais, provisão de bens públicos, entre outros.

Friedman também demonstra que a existência de leis e regras não tem como pré-condição a existência do Estado. E finalmente descreve como funcionaram algumas sociedades históricas anarcocapitalistas, como a Islândia medieval.

Toda a sua argumentação é de base econômica, em contraste com aqueles que defendem ideias similares sob argumentos de moralidade. Muitos leitores certamente não concordarão com a tese central do autor, mas muito provavelmente gostarão de conhecer um ponto de vista diferente e bem defendido.

O manifesto libertário – Por uma nova liberdade, de Murray Rothbard

Se Friedman defende uma sociedade sem a presença do Estado através de uma linha argumentativa econômica, Murray Rothbard o faz por outra primariamente moral.

Rothbard define o libertarianismo através de um único axioma: o de que nenhum indivíduo, ou grupo de indivíduos, deve iniciar agressão à pessoa ou à propriedade de outro indivíduo. Esse axioma, aparentemente incontroverso, é por vezes referido como o “Princípio da Não-Agressão”, ou PNA.

E então identifica o maior de todos os transgressores do axioma: o Estado.

Tudo o que o Estado faz é criar imposições ou proibições a seus súditos, como a imposição de pagar por serviços públicos ou a proibição de exercer determinada atividade profissional sem a sua autorização. E, por mais que se queira encontrar justificativas para essas ações, elas são necessariamente agressões à pessoa e à propriedade dos súditos.

Mais uma vez, muitos leitores não concordarão com todas as ideias do autor. Mas ler um livro bem escrito e de argumentação coesa é sempre muito recompensador, e por isso incluímos na lista o livro tido por muitos como o resumo do libertarianismo.

Alternativa: buscapé.

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