Muitos leitores pedem dicas de material para estudo, principalmente livros. Decidimos então fazer algumas listas com sugestões que podem ajudá-los a estudar economia ou o liberalismo econômico por conta própria. Essa é a nossa lista de recomendações de livros que fazem críticas ao socialismo.

Essas listas voltaram a ser atualizadas e até meados de 2019, devemos ter doze delas com mais de 50 recomendações no total. Para cada recomendação, colocamos links para que o livro seja encontrado mais facilmente. Comprando seu livro na Amazon através dos nossos links, você estará pagando o preço normal e ainda colabora com o nosso trabalho. Obrigado!

Listas de livros de economia

Críticas ao socialismo

O socialismo, que deve ser entendido como a coletivização dos meios de produção através do Estado, é certamente a ideologia dominante hoje. Onde quer que se olhe, as pessoas procuram sempre no Estado a solução de nossos problemas sociais.

Mas não é por falta de análise e refutações que as ideias socialistas continuam dominantes. Essa lista apresenta cinco obras que cirurgicamente apontam erros irreparáveis na ideia de se colocar dinheiro e poder nas mãos dos governantes para que eles administrem a economia. Vamos conhecer as principais críticas ao socialismo.

Princípios de economia política, de Carl Menger

Este livro é certamente um dos maiores marcos da história do pensamento econômico. A partir da publicação do primeiro volume de O capital, economistas europeus trataram de ler e responder seus argumentos. Três deles se destacaram por liderar o movimento que hoje chamamos de Revolução Marginalista: William Jevons, Léon Walras, e Carl Menger. O interessante é que os três trabalharam independentemente um do outro, mas todos quase simultaneamente apontaram equívocos insanáveis na teoria marxista.

O ponto principal do livro é demonstrar que o valor da mercadoria não vem do trabalho nela empregado, mas na utilidade marginal que ela possui para o comprador. O valor de uma mercadoria, portanto, depende do valor subjetivo que o comprador atribui a ela. O fato de pessoas diferentes possuírem utilidades marginais diferentes em relação a cada mercadoria é o que possibilita o comércio.

Princípios de economia marcou também o início da Escola Austríaca de economia. Menger foi o primeiro economista dentro dessa tradição, e foi professor da geração de economistas que vieram a seguir, que por sua vez foram professores também dos seguintes, incluindo Ludwig von Mises.

A teoria da exploração do socialismo, de Eugen von Böhm-Bawerk

Esta edição é na verdade a publicação do capítulo 12 do primeiro volume da mais famosa obra de Eugen von Böhm-Bawerk: Capital e juros. O capítulo trata especificamente da teoria marxista da exploração do trabalhador pelo capitalista através da relação de trabalho.

Segundo Böhm-Bawerk, quando o capitalista inicia o seu negócio, ele está investindo recursos presentes no empreendimento com expectativa de recebê-los de volta no futuro. Ele adquire um imóvel, compra máquinas e outros bens de capital, e contrata mão-de-obra.

O negócio pode ser bem sucedido ou não, já que não se sabe de antemão se os clientes comprarão o produto final. Mas o trabalhador receberá seu salário independentemente do sucesso da empresa.

Marx supunha que todo o lucro do negócio deveria ficar com os trabalhadores, já que foram eles que efetivamente trabalharam na produção. Se o capitalista fica com uma parte para ele, isso só pode significar uma exploração porque ele está tirando dos trabalhadores algo que lhes pertence.

Böhm-Bawerk corrige esse equívoco. O lucro do capitalista é a remuneração que ele recebe por seu risco no negócio e por abrir mão de recursos que poderiam ter sido consumidos no início. O trabalhador não possui risco e não abre mão de recursos de que dispunha, então não fica com todo o lucro final.

Esse não é o único argumento contra a teoria da exploração marxista, mas é certamente um dos mais fortes.

Arrogância fatal, de Friedrich Hayek

Este livro é uma coletânia do trabalho do vencedor do Prêmio Nobel em economia Friedrich Hayek, conforme editada por William Warren Bartley. Há muita controvérsia sobre o quanto Bartley não inseriu algumas de suas próprias ideias, já que Hayek estivera enfermo e possivelmente não viu a versão final.

Deixando de lado a questão do crédito autoral, o que importa é que o livro está escrito e é magnífico. Seu nome completo é Arrogância fatal: Os erros do socialismo, e busca demonstrar como o socialismo é errado não apenas na prática, mas também conceitualmente.

De acordo com Hayek, as civilizações se desenvolveram porque deram importância para a propriedade privada, levando à expansão, ao comércio, e finalmente ao sistema capitalista moderno.

O autor traz também um dos ensinamentos mais importantes da economia que é a função que os preços têm em coordenar a produção econômica. E como tentativas de manipular os preços, seja através da produção estatal ou de imposições ao setor privado, estão fadadas ao fracasso.

Uma teoria do socialismo e do capitalismo, de Hans-Hermann Hoppe

Neste livro, o professor Hans-Hermann Hoppe explica que todos os sistemas econômicos só podem ser de um de dois tipos: socialismo e capitalismo. Todos os demais nada mais são do que combinações destes dois. Então uma economia pode ser mais socialista ou mais capitalista, mas nunca um terceiro sistema diferente dos dois.

Ele explica também a diferença entre os socialismos de direita e de esquerda. O socialismo de direita (ou conservador) defende o protecionismo e o nacionalismo, enquanto o socialismo de esquera defende empresas estatais e a redistribuição de riqueza.

As consequências exatas do socialismo dependem do seu tipo e do seu grau, mas de toda forma sempre há desperdício de recursos, baixo crescimento e alto custo social.

Alternativa: IMB.

Socialismo, cálculo econômico e função empresarial, de Jesús Huerta de Soto

Um dos principais acadêmicos da Escola Austríaca de economia, o professor Jesús Huerta de Soto apresenta uma poderosa análise do socialismo em um livro dedicado a Ludwig von Mises, que foi quem demonstrou as falhas teóricas do socialismo e inaugurou o famoso debate do cálculo econômico nas décadas de 1920 e 1930.

Naquela época, assim como na atual, as crises econômicas eram atribuídas à liberdade, aos negócios e aos mercados. Naquela época, assim como na atual, era necessário indicar as origens intervencionistas dos ciclos econômicos, os efeitos negativos das políticas econômicas, a força positiva crucial do empreendedorismo, e os erros intelectuais dos inimigos da liberdade e suas terríveis consequências práticas.

Deste modo, o livro de Huerta de Soto é muito atual.

Resenha do livro escrita por Carlos Rodríguez Braun, professor da Universidad Complutense em Madrid.

Alternativa: buscapé.

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