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Muitos leitores pedem dicas de material para estudo, principalmente livros. Decidimos então fazer algumas listas com sugestões podem ajudá-los a estudar economia ou o liberalismo econômico por conta própria. Essas listas voltaram a ser atualizadas e até os primeiros meses de 2019, devemos ter onze listas com mais de 50 recomendações no total. Esperamos que gostem!

Para cada recomendação, colocamos links para que o livro seja encontrado mais facilmente. Comprando seu livro na Amazon através dos nossos links, você estará pagando o preço normal e ainda colabora com o nosso trabalho. Obrigado!

Listas de livros de economia

Conteúdo introdutório

Essa lista é pra você que não é economista, mas se interessa pelo assunto. Lê sobre economia nos jornais, discute com os amigos, mas não tem formação na área. Nenhum deles foi escrito voltado para os debates científicos do mundo acadêmico, refutando ideias correntes ou introduzindo conceitos novos. O objetivo de cada um deles foi justamente trazer o grande público para esse debate, com linguagem simples e explicando aquilo que já é amplamente aceito no meio econômico.

Recomendamos a leitura de todos eles. Cada um trata de questões diferentes, e por uma abordagem diferente.

As seis lições, de Ludwig von Mises

Talvez o maior expoente da Escola Austríaca de economia, Ludwig von Mises lecionou em 1959 seis palestras para um público leigo em Buenos Aires, cada uma delas tratando de um tema econômico diferente: o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, investimento externo e políticas e ideias.

Cada uma delas provocou grande impacto no público presente, não só porque o brilhante economista conseguia explicar suas ideias de forma simples e clara, mas porque o país vivia intensa reviravolta política com a renúncia de Péron da presidência.

Anos mais tarde, a mulher de Mises, Margit von Mises, decidiu transcrever as palestras e publicá-las postumamente como um livro. Esse livro, com apenas 106 páginas, é um excelente ponto de partida para entender esses conceitos mais amplos, sem entrar excessivamente em detalhes.

Alternativa: na web (grátis).

A riqueza da nação no século XXI, de Bernardo Guimarães

Bernardo Guimarães é professor de economia da FGV/SP e mantém em seu blog na Folha de S. Paulo. Inconformado com o debate político-econômico das eleições de 2014, decidiu escrever esse livro como forma de alertar o grande público para o que ele chama de debate do mundo animal, onde interesses particulares estão escondidos atrás dos argumentos econômicos, ou do mundo unidimensional, onde todos os debates podem ser entendidos como uma batalha entre grupos antagônicos: ricos/pobres, trabalhadores/capitalistas, poderosos e oprimidos.

Introduzindo a racionalidade construtiva no debate, ele explora assuntos como leis de conteúdo nacional, BNDES, direitos trabalhistas e a crise atual, que foram todos ou debatidos de forma irracional, ou mesmo ignorados nas eleições. Sua linguagem é extremamente simples de entender, e ele demonstra suas ideias de forma que é muito difícil de discordar.

Esse é outro livro que não é longo demais, e que nos ajuda a enxergar com clareza o contexto político-econômico em que nos encontramos. Ele foi originalmente escrito de forma independente (sem editora), o que deixou seu acabamento um pouco mais simples. Mas o livro certamente vale por seu conteúdo.

Alternativa: buscapé.

Guia politicamente incorreto da economia brasileira, de Leandro Narloch

Leandro Narloch é colunista da Folha de S. Paulo e da Gazeta do Povo, e ganhou notoriedade com sua excelente série de guias politicamente incorretos; o de economia é a mais recente adição a esse time.

Narloch tem um objetivo muito semelhante com o da Academia, que é contrapesar toda a educação viesadamente para a esquerda que recebemos na escola e que é recorrentemente reafirmada na sociedade. Dessa hercúlea tarefa, ele se encarregou desde o início da série com livros de história — todos são interessantes e merecem ser lidos.

Nesse de economia, ele fala sobre distribuição de renda, trabalho supostamente escravo, propriedade privada, e muito mais. Citando grandes economistas do presente e do passado e muitos dados e estudos, ele faz a pessoa comum entender fenômenos pela lente do conhecimento econômico, sempre com bom humor — às vezes com algumas provocações divertidas.

Alternativa: buscapé.

Economia numa única lição, de Henry Hazlitt

“A arte da economia consiste em examinar não apenas os efeitos imediatos, mas também os efeitos mais duradouros de uma ação ou política. Consiste em traçar as consequências desta política não apenas sobre um grupo, mas sobre todos os grupos.”

Através dessa única lição, Henry Hazlitt explica os efeitos do protecionismo, dos controles de preços, da inflação, e de tantas outras políticas públicas; sempre reconhecendo que, de início e para um grupo específico, essas políticas trazem efeitos benéficos. Mas, se examinarmos os efeitos de cada uma dessas políticas como um todo, perceberemos que seus custos mais do que compensam seus benefícios.

Esse é um livro relativamente rápido, e que não exige qualquer conhecimento econômico inicial. Sua argumentação é sempre através da lógica, encadeando causa e efeito de uma forma que, de tão didática, acaba se tornando persuasiva.

O livro foi escrito em 1946, e os exemplos que ele usa, se por um lado são quase todos em cima da economia norte-americana da época, por outro são também incrivelmente atuais. O livro inclui uma narrativa da parábola da janela quebrada, concebida inicialmente por Frédéric Bastiat, que é muito citada e considerada por muitos como a explicação mais eloquente já escrita sobre essa popular falácia.

Alternativa: buscapé.

Livre para escolher, de Rose e Milton Friedman

O casal de economistas Rose e Milton Friedman escreveu esse livro em 1980, pouco antes da queda de regimes socialistas ao redor do mundo. Sua intenção era demonstrar a importância da liberdade econômica para a prosperidade e para a liberdade política e civil.

Esse é o livro mais completo dessa sessão, e emprega uma boa mistura de explicações lógicas e exemplos históricos do mundo inteiro, um corroborando o outro. Porque o livro não foi significativamente alterado desde sua primeira edição, os exemplos usados são um pouco defasados, mas ainda extraordinariamente ilustrativos do mundo em que vivemos.

Tratando de temas como o comércio exterior, proteção a indústrias, sistema de ensino e políticas sociais, os Friedmans ensinam de maneira clara e transparente como planejamento e interferências do Estado corrompem uma economia.

Para cada uma das duas edições do livro, foi feita uma série de episódios de televisão para a emissora americana PBS. Os episódios são um pouco mais resumidos do que a leitura mas, para quem prefere esse formato, são muito esclarecedores também.

Alternativas: buscapé, ou no YouTube.

Como a economia cresce e por que ela quebra, de Peter e Andrew Schiff

Finalizamos nossa lista de recomendações de material introdutório com uma obra bem humorada. Inspirados no trabalho do pai Irwin Schiff, os irmãos Peter e Andrew escreveram uma história fictícia de três homens perdidos em uma ilha e acabam desenvolvendo uma economia.

Eles começam pescando com as próprias mãos e terminam desenvolvendo uma complexa sociedade, com especialização da mão-de-obra, emprego de capital na produção, imigração, e um sistema bancário.

A cada capítulo, os autores fazem um paralelo daquilo que foi contado com o mundo real, como a crise americana imobiliária de 2008/09, dando ao leitor valiosas lições de economia em temas como o uso do capital, inflação, crescimento econômico, gastos públicos, poupança e comércio.

O tom do livro é sempre muito leve, ótimo para ser lido nas férias!

Alternativa: buscapé.

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