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B

Balança comercial
Diferença entre tudo aquilo que se exportou e tudo aquilo que se importou em bens e serviços. Quando se exportou mais do que se importou, trata-se de um superávit comercial. Quando se importou mais do que se exportou, trata-se de um déficit comercial. Ver também: déficit, superávit.
Balanço de pagamentos
Registro de todas as transações entre a população de um país e a população do resto do mundo. Divide-se em duas partes: a conta corrente (transferência de bens, serviços e rendas) e a conta financeira (transferência de capital e investimentos). O balanço de pagamentos de um país é sempre igual a zero, de forma que o saldo positivo em uma conta (ex: balança comercial de bens e serviços) é sempre compensado por saldo negativo em outra conta (ex: fluxo de investimentos). Ver também: bem, capital, investimento, renda, serviço.
Bem
Tipo de produto que envolve a transferência de propriedade, como alimentos, vestuário, ou automóveis. Em economia, um produto pode ser um bem ou um serviço. Ver também: produto, serviço.
Bem excludente
Bem do qual que se pode excluir o consumo de algumas pessoas. Trata-se da maioria dos bens que existem na economia. Por exemplo, é possível limitar o consumo de sorvete apenas às pessoas que compraram o sorvete. Basta o vendedor não dar sorvete a quem não pagou por ele. Por outro lado, não é possível limitar o consumo de defesa nacional a apenas algumas pessoas. Ao fornecer defesa nacional à população de um país, todas as pessoas estão protegidas e não é possível excluir ninguém. Esse é um dos argumentos para que ela seja fornecida pelo Estado e financiada por todos através dos impostos. Ver também: bem.
Bem rival
Bem cujo consumo impede o consumo de outra pessoa. Trata-se da maioria dos bens que existem na economia. Por exemplo, uma pessoa usando um par de calças impede que outra pessoa use o mesmo par de calças. Já no caso da iluminação pública, exemplo de bem não rival, é possível que mais uma pessoa consuma deste bem sem diminuir o consumo das demais. Ver também: bem.

C

Capital
Um dos dois principais fatores de produção, o outro sendo a mão-de-obra. Capital se refere às máquinas, ferramentas, e instalações empregadas na produção com objetivo de aumentar a produtividade dos demais fatores. Nas últimas décadas, vem ganhando popularidade o termo “capital humano” que se refere ao estoque de conhecimento de uma pessoa que tem o efeito similar de aumentar a sua produtividade. Ver também: mão-de-obra.
Capitalismo
Sistema econômico que surgiu com a Revolução Industrial e é caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção. Ou seja, as empresas produtoras pertencem às pessoas, e não ao Estado. É importante notar que essa propriedade precisa ser de fato, e não apenas formal.
Comitê de Política Monetária (COPOM)
Comitê do Banco Central brasileiro que tem como função estabelecer as diretrizes da política monetária, incluindo definir a taxa básica de juros e regular a liquidez da moeda na economia.
Consumo
Consumo é a aquisição de bens e serviços finais na economia. Os recursos utilizados para essa aquisição podem ser provenientes da renda presente ou de investimentos passados. Ver também: bem, investimento, renda, serviço.
Crescimento econômico
Aumento na produção econômica dentro de uma economia entre dois períodos. Ou seja, o aumento na quantidade de alimentos, vestuário, moradia, consultas médicas, serviços de transporte, e outros bens e serviços produzidos na economia entre os dois períodos. Essa é a verdadeira fonte de eliminação da pobreza. Ver também: produto.

D

Déficit
Déficit significa uma falta de dinheiro. Há dois usos principais para a palavra. (1) Quando se trata de balança comercial, o déficit se refere ao total de importações maior do que o total de exportações. Ou seja, saiu mais dinheiro do que entrou no país, caracterizando sua falta. Esse é o déficit comercial. (2) Quando se trata de contas públicas, o déficit se refere a despesas maiores do que receitas. Ou seja, saiu mais dinheiro do que entrou nos cofres públicos, caracterizando sua falta. Esse é o déficit fiscal. Ver também: balança comercial, resultado fiscal nominal, resultado fiscal primário, superávit.
Demanda
Disposição e capacidade por parte dos consumidores de uma economia em adquirir um bem ou serviço. Quando dizemos que um bem ou serviço está sendo demandado, estamos dizendo que há pessoas dispostas e com capacidade de adquiri-lo. Ver também: oferta.
Demanda agregada
Demanda agregada é a somatória da demanda por cada bem ou serviço em uma economia. Ou seja, é a demanda total por todos os bens e serviços nesta economia. Ver também: demanda, oferta agregada.
Demanda, Curva de
Representação gráfica da quantidade que um bem ou serviço é demandado a cada nível de preço. Geralmente, os bens e serviços são menos demandados à medida que seus preços sobem, o que faz com que esta curva geralmente tenha inclinação negativa. Ver também: curva de oferta, demanda.
Depreciação
Lenta e gradual perda de valor do capital no tempo, geralmente devido a desgaste ou obsolescência. Ver também: capital.

E

Elasticidade
Elasticidade é a sensibilidade de uma variável em relação a outra. Seu uso mais comum é o das elasticidades da demanda e da oferta. Para a elasticidade da demanda, se o preço de uma mercadoria subir em, digamos, 1%, qual será o impacto dessa variação na demanda? Dependendo da situação, esse impacto pode ser maior ou menor. Ver também: curva de demanda, curva de oferta.

Estado estacionário
Se diz que uma economia está no estado estacionário quando seus investimentos se equivalem às suas despesas com depreciação. Dessa forma, a economia não está nem crescendo e nem se contraindo. Ver também: crescimento econômico, depreciação, investimento.
Exportação
Exportação é a venda de um produto para o exterior. Ver também: importação, balança comercial.
Exportações líquidas
Exportações líquidas são o que um país exportou a mais do que importou. Se um país exportou mais do que importou em determinado período, suas exportações líquidas são positivas. Se importou mais do que exportou, são negativas. Ver também: exportação, importação, balança comercial.

I

Importação
Importação é a compra de um produto do exterior. Ver também: exportação, balança comercial.
Inflação
A definição mais adotada de inflação é a de um aumento generalizado e sustendado de preços nos bens e serviços de uma economia. Os economistas da Escola Austríaca defendem que esse seria o efeito mais visível da inflação, mas não a sua definição. Segundo eles, inflação é um aumento na base monetária. Por fim, a imprensa muitas vezes se refere erroneamente à inflação como uma variação em índices de preços, o que não seria a definição de inflação mas apenas uma forma de mensurá-la.
Informação assimétrica
Trata-se de uma situação onde uma das partes possui mais informação do que a outra acerca de uma transação que está sendo negociada entre as duas. Na venda de um carro usado, por exemplo, o vendedor conhece o estado do carro melhor do que o comprador. Na contratação de um seguro de saúde, em outro exemplo, o adquirente tem mais informações sobre o nível de seus gastos com saúde do que a seguradora. A informação assimétrica tende a dificultar as trocas de mercado.
Investimento
Investir é tentar transformar recursos poupados no presente em uma quantidade maior de recursos disponíveis no futuro. Comprar uma ação porque se espera que ela se valorize e possa ser vendida a um preço maior no futuro é um exemplo de investimento. Abrir um negócio, cursar uma faculdade ou quando uma fábrica compra máquinas que aumentam a produtividade dos trabalhadores são outros exemplos. Ver também: consumo, poupança.
IS-LM, Modelo
O Modelo IS-LM é um modelo de macroeconomia que busca ilustrar a relação entre taxa de juros e renda através de duas curvas: investment-savings (traduzida como investimentos-poupança), que representa o equilíbrio entre investimentos e poupança na economia; e liquidity-money (traduzida como liquidez-moeda), que representa o equilíbrio entre oferta e demanda de moeda na economia. Ver também: investimento, macroeconomia, poupança.

L

Laffer, Curva de
Modelo desenvolvido por Arthur Laffer que demonstra que aumentos na alíquota de um imposto aumenta a arrecadação tributária somente até certo ponto. A partir deste ponto, novos aumentos na alíquota causam uma queda na arrecadação.

M

Macroeconomia
Área do estudo econômico que se concentra nos grandes agregados econômicos. Muito do estudo da macroeconomia é em torno de políticas econômicas e seus efeitos na sociedade, efeitos como o crescimento econômico, a variação de preços, e o desemprego. Ver também: microeconomia.
Mão-de-obra
Um dos dois principais fatores de produção, o outro sendo o capital. Mão-de-obra é o emprego do trabalho humano na produção, desde trabalhos operacionais até trabalhos criativos. Ver também: capital.
Microeconomia
Área do estudo econômico que se concentra nos fenômenos relacionados às decisões dos indivíduos e das empresas. Muito do estudo da microeconomia é em torno da formação de preços, tanto pela ótica do consumidor (Teoria do Consumidor) como pela ótica dos produtores (Teoria da Firma). Ver também: macroeconomia.

O

Oferta
Quantidade de um determinado bem ou serviço que está disponível na economia para os compradores. Quando dizemos que um bem ou serviço está sendo ofertado, estamos dizendo que há vendedores disponibilizando-o para venda. Ver também: demanda.
Oferta agregada
Oferta agregada é a somatória da oferta de cada bem ou serviço em uma economia. Ou seja, é a oferta total de todos os bens e serviços nesta economia. Ver também: demanda agregada, oferta.
Oferta, Curva de
Representação gráfica da quantidade que um bem ou serviço é ofertado a cada nível de preço. Os bens e serviços são ofertados em maior quantidade à medida que seus preços sobem, o que faz com que esta curva tenha inclinação positiva. Ver também: curva de demanda, oferta.

P

Poupança
Poupar é abrir mão de um consumo presente com o objetivo de ter esses recursos disponíveis para consumo no futuro. Os recursos poupados, a poupança, são geralmente investidos com a intenção que esse consumo no futuro seja ainda maior do que poderia ser no presente. Ver também: investimento.
Produto
Produto é o resultado da produção. A produção transforma fatores de produção (como a mão-de-obra e o capital) e matéria-prima em produto. Os produtos se subdividem em bens e serviços. Ver também: bem, serviço.
Produto Interno Bruto (PIB)
Valor total do produto produzido dentro de uma região geográfica (geralmente um país) em determinado período de tempo (geralmente um ano), desconsiderando-se sua depreciação. Ver também: produto, depreciação.

R

Renda
Renda é a oportunidade de consumo ou poupança recebida por consequência da produção. Um aumento na produção sempre causa um aumento do produto (quantidade de riqueza produzida pelos produtores) e um aumento correspondente na renda (quantidade de riqueza recebida pelos indivíduos), já que, em última instância, toda riqueza produzida pertence a alguém. A renda é geralmente dividida em três espécies: salário (produto da mão-de-obra), juros (produto do capital) e aluguel (produto da terra). Ver também: produto.
Renda per capita
Renda média de uma população, geralmente a população de um país. É calculada dividindo-se a renda total (ou do produto total, que por definição é igual à renda total) pelo número de habitantes no país ou na região. Ver também: produto, renda.
Restrição orçamentária
Em microeconomia, se denomina restrição orçamentária todas as combinações de produtos que podem ser compradas por um indivíduo, de acordo com a sua renda e os preços dos produtos. Geralmente se estuda a situação hipotética de uma economia com apenas dois bens, e neste caso a restrição orçamentária seria uma linha reta de inclinação igual à razão de preços entre os dois bens. Ver também: microeconomia, renda.
Resultado fiscal nominal
Diferença entre as receitas de um governo e suas despesas, levando-se em conta também as despesas com pagamento de juros. Quando as receitas são maiores do que as despesas, trata-se de um superávit fiscal nominal. Quando as despesas são maiores do que as receitas, trata-se de um déficit fiscal nominal. Ver também: déficit, resultado fiscal primário, superávit.
Resultado fiscal primário
Diferença entre as receitas de um governo e suas despesas, excetuando-se as despesas com pagamento de juros. Quando as receitas são maiores do que as despesas, trata-se de um superávit fiscal primário. Quando as despesas são maiores do que as receitas, trata-se de um déficit fiscal primário. Ver também: déficit, resultado fiscal nominal, superávit.

S

Serviço
Tipo de produto que não envolve a transferência de propriedade, como consultas médicas, cortes de cabelo, ou reparos automotivos. Em economia, um produto pode ser um bem ou um serviço. Ver também: produto, bem.
Solow, Modelo de
Modelo macroeconômico que busca ilustrar o crescimento real de uma economia, principalmente em relação aos papéis do capital, da poupança e do investimento na geração de produto. Ver também: capital, investimento, macroeconomia, poupança, produto.
Superávit
Superávit significa uma sobra de dinheiro. Há dois usos principais para a palavra. (1) Quando se trata de balança comercial, o superávit se refere ao total de exportações maior do que o total de importações. Ou seja, entrou mais dinheiro do que saiu no país, caracterizando sua sobra. Esse é o superávit comercial. (2) Quando se trata de contas públicas, o superávit se refere a receitas maiores do que despesas. Ou seja, entrou mais dinheiro do que saiu dos cofres públicos, caracterizando sua sobra. Esse é o superávit fiscal. Ver também: balança comercial, déficit, resultado fiscal nominal, resultado fiscal primário.

T

Tragédia dos comuns
Situação em que um bem que não possui um proprietário bem definido se esgota pelo seu uso comum de dois ou mais agentes econômicos. O caso clássico é o de um pasto que pode ser utilizado livremente por muitos vaqueiros. O pasto acaba se esgotando já que nenhum deles tem incentivos individuais para conservar aquilo que não é seu. Tecnicamente, estamos falando de um bem não excludente, mas rival. Ver também: bem excludente, bem rival.

V

Valor-trabalho, Teoria do
Teoria que busca explicar o valor das mercadorias em uma economia. Segundo essa teoria, o valor de uma mercadoria advém do trabalho empregado em sua produção. Foi predominante entre economistas desde o século XVIII, até finalmente ser refutada pela teoria do valor subjetivo. É um pilar central da teoria marxista da exploração do trabalho, amplamente aceita até hoje no Direito do Trabalho e na população leiga em geral. Ver também: teoria do valor subjetivo.
Valor subjetivo, Teoria do
Teoria que busca explicar o valor das mercadorias através da importância subjetivamente dada por cada indivíduo a cada mercadoria. Por essa teoria, as mercadorias não possuem um valor intrínseco e igual para todos, mas um valor que varia de acordo com o indivíduo — dando origem às trocas voluntárias. Ver também: teoria do valor-trabalho.

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