Artigos de Jeffrey A. Tucker

As duas vezes que visitei o Brasil, tive a impressão que este era um país que anseia em ser livre. Sua cultura é tão rica e variada, seu povo é tão numeroso, seus hábitos e costumes são tão imbuídos de tradição e gestos informais, sua comida é tão espetacular, me pareceu um país em que seria impossível comandar do centro. Suas cidades foram construídas por tantas gerações, milhões de mentes, uma coordenação incrível de planos diversos através do tempo e do espaço, que me pareceu um lugar intrinsecamente resistente ao planejamento central. Presidentes poderiam desfilar e se vangloriar, ditadores poderiam berrar e gritar, alguns setores poderiam ser nacionalizados à força,…

Pronuncia-se "lê-sê-fér". As origens francesas do termo datam do final da Renascença. Diz a lenda que foi usado pela primeira vez no ano de 1680, época em que o Estado-nação estava em ascensão em toda a Europa. O Ministro das Finanças francês, Jean-Baptiste Colbert, perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta foi: "Laissez-nous faire", ou "deixe ser". Este incidente foi relatado em 1751 no Journal Oeconomique pelo renomado defensor do livre comércio Rene de Voyer, o Marquês d'Argenson. O slogan foi codificado, finalmente, nas palavras de Vincent de Gournay: "Laissez-faire et laissez-passer,…

Em sua “Carta de uma prisão em Birmingham”, Martin Luther King Jr. identifica o Estado como inimigo dos direitos e dignidade dos negros. Ele foi preso por fazer um protesto sem permissão. King cita as injustiças da polícia e dos tribunais em particular. E ele inspirou um movimento para abrir a consciência pública contra a brutalidade do Estado, especialmente por envolver mangueiras de incêndio, cassetetes, e cadeias. Menos óbvio, entretanto, foi o papel de métodos mais sutis de subjugação – formas de coerção estatal profundamente incorporadas na lei e na história dos Estados Unidos. E foram oferecidos como políticas baseadas na ciência e no gerenciamento científico da sociedade. Considere o…

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