Artigos de Daniel J. Mitchell

Como parte da coluna de ontem sobre crescimento global, pobreza e desigualdade, percebi que escrevi muitas colunas sobre política econômica na China, mas não foquei uma só vez na política geral da Índia. Na verdade, uma rápida olhada nos arquivos revela que apenas três colunas chegaram mesmo a abordar políticas específicas na Índia. E todas elas foram negativas. O maltrato do governo indiano às escolas privadas A guerra do governo indiano contra o dinheiro em espécie Um membro indiano do Hall da Fama Burocrata Então é o momento de avaliar a política econômica geral na Índia, o que significa que esta é uma oportunidade para ressaltar que existem alguns desenvolvimentos…

Já apresentei muitos argumentos contra os aumentos de impostos, focando principalmente em por que as alíquotas mais elevadas irão enfraquecer o crescimento e incentivar mais gastos governamentais. Hoje, vamos ver um exemplo prático do mundo real. Escrevi uma coluna para o The Hill mostrando por que a Grécia é um acidente de trem fiscal e econômico. Há muita contextualização e histórias interessantes no artigo, incluindo o fato de que a Grécia se meteu na bagunça ao gastar demais, e também explicando que políticos como Merkel só se envolveram porque queriam resgatar seus bancos locais que ingenuamente emprestaram muito dinheiro ao governo grego. Mas a parte mais notável da minha coluna…

Quando eu escrevo sobre programas sociais mal formulados, eu estou avisando sobre o futuro grego dos Estados Unidos. Falando claramente, nós viveremos o mesmo caos e desordem que atualmente aflige a Grécia se não nos engajarmos em reformas importantes. De preferência agora, em vez de deixar para depois. Mas quando escrevo sobre os governos estaduais, talvez seja mais apropriado alertar sobre um futuro brasileiro. Isto porque muitos estados americanos fizeram promessas impagáveis ao garantir generosos benefícios aos funcionários públicos aposentados, um assunto que venho abordando em numerosas ocasiões. E por que isso significa um futuro brasileiro? Porque como a Grécia já está sofrendo as consequências inevitáveis de um estado de…

Eu concordo plenamente com meus amigos de esquerda que afirmam que corporações querem extrair cada centavo que elas puderem dos consumidores. Eu também concordo (em grande parte) com eles quando dizem que corporações são entidades sem alma que não se importam com as pessoas. Mas depois que eles terminam de desabafar, eu tento educá-los ao apontar que a única maneira das corporações separarem os consumidores e o seu dinheiro é competindo vigorosamente para oferecer bens e serviços desejáveis a preços atrativos. Além disso, a sua busca "sem alma" por este lucro (como explicado por Walter Williams) as levará a ser eficientes e inovadoras, o que estimula a produção total da…

Além de seu trabalho exemplar como membro sênior para o Cato Institute, Johan Norberg produz alguns ótimos vídeos para o Free to Choose Media. Aqui estão alguns que chamaram minha atenção. A tola e contraproducente guerra às drogas. Uma terrível consequência do comunismo cubano. A verdadeira . Mas meu vídeo favorito, o qual compartilhei em janeiro, é sua concisa explicação de por que os políticos devem focar em combater a pobreza em vez de reduzir a desigualdade. Estou postando novamente para preparar o terreno para uma discussão sobre desigualdade e justiça. Agora vamos entrar no principal tópico de hoje. Um estudo de três acadêmicos do Departamento de Psicologia de Yale…

Frédéric Bastiat, o grande economista francês (sim, tais criaturas costumavam existir) do século XIX, observou que um bom economista sempre de qualquer ação. Um economista desleixado analisa os destinatários dos programas governamentais e declara que a economia será estimulada por esse dinheiro adicional que é facilmente visto, enquanto um bom economista reconhece que o governo não pode redistribuir o dinheiro sem causar prejuízos invisíveis ao, primeiramente, tributar ou pegar emprestado do setor privado. Um economista desleixado analisa os resgates financeiros e declara que a economia será mais forte porque as firmas ineficientes que se mantêm nos negócios são facilmente visíveis, enquanto um bom economista reconhece que tais políticas impõem danos…

Compartilhei ontem um exemplo de como um grande aumento de imposto sobre imóveis caros leva a menos vendas. De fato, a queda foi tão significativa que o governo não apenas não arrecadou menos do que projetou, o que é uma consequência muito comum quando a carga tributária aumenta, como ele, na verdade, arrecadou menos do que antes do aumento de impostos ter entrado em vigor. Esta é a curva de Laffer anabolizada. O propósito desta coluna foi compartilhar com meus amigos da esquerda um exemplo de um aumento de impostos que atingiu o que eles desejavam (isto é, colocar um obstáculo nas vendas de imóveis caros) na esperança de fazê-los…

Saudações da gelada Minnesota. Estou nesse pedaço de terra que se soltou do Polo Norte para falar em audiência diante das comissões tributárias do Senado e da Câmara dos Deputados sobre assuntos relacionados à curva de Laffer. Em outras palavras, discutirei como os governos deveriam medir o impacto de mudanças em políticas tributárias sobre a receita – o que é também conhecido como o debate do enquadramento dinâmico ou estático. A maioria dos governos, incluindo o pessoal de Washington, supõe que a política tributária não tem nenhum impacto na economia. Assim, é relativamente fácil de medir o quanto a receita subirá ou cairá quando a política tributária for alterada. Além…

Estou em Shenyang, na China, como parte da equipe de professores do programa de Gestão e Economia Internacional da Universidade Nordestina. Meu papel principal é falar sobre economia e políticas fiscais, explicando os impactos tanto das receitas como das despesas públicas. Entretanto, meus leitores já conhecem minhas posições sobre estas questões, então vamos falar sobre o aclamado milagre chinês. E eu não estou sendo sarcástico quando digo “aclamado”. Desde que a China começou a liberalizar sua economia no final da década de 70, o crescimento econômico tem sido impressionante. Eu não necessariamente acredito nas estatísticas vindas do governo chinês, mas, sem sombra de dúvidas, houve um progresso espetacular. O grande…

Quando você dá dinheiro às pessoas sob condição de que elas não ganhem muito dinheiro, você cria um incentivo perverso para que elas sejam improdutivas. Principalmente porque, quando as pessoas trabalham mais e ganham mais, elas são atingidas por uma combinação de menos benefícios e mais impostos. O resultado final são alíquotas implícitas muito altas de imposto, em alguns casos subindo além de 100%. Não é necessário dizer que é muito ingênuo ter um Estado do bem-estar social que coloca as pessoas nessa situação insustentável onde o bem-estar social se torna uma forma de areia movediça econômica. E também é ingênuo punir as pessoas que estão puxando o vagão com…

No ano passado, compartilhei o slide de PowerPoint mais deprimente da história dinamarquesa. Em 2011, escrevi sobre uma deprimente imagem da complexidade tributária nos EUA. Vamos continuar com o tema "deprimente" hoje. James Bessen, da Universidade de Direito de Boston, tem um interessante artigo publicado na Harvard Business Review sobre as fontes de lucro das empresas no século 21. Ele começa com uma observação e uma dúvida. Os lucros estão subindo. Isso é uma boa notícia para a sociedade? Presumivelmente, a resposta normal seria sim. Lucros maiores, afinal, são geralmente um sinal de investimentos corretos. E quando mão-de-obra e capital são sabiamente alocados, isso é boa notícia para consumidores e…

Talvez seja só porque sou criterioso, mas parece que comparar as taxas de crescimento de longo prazo entre vários países cria um argumento matador para a superioridade do livre-mercado e do Estado pequeno. Quer seja Coreia do Norte contra Coreia do Sul, Cuba contra o Chile, ou Ucrânia contra Polônia, nações com governos inchados e com mais intervenção inevitavelmente afundam em comparação com alternativas orientadas para o mercado. Isso é uma prova muito convincente, na minha humilde opinião, mas me pergunto se não é excessivamente persuasivo por ser muito seco e analítico. Talvez eu deva me concentrar mais no custo humano do estatismo. E não apenas compartilhando dados sobre baixos…

O senador Bernie Sanders deseja aumentar drasticamente o fardo do Estado e alega que suas políticas não levarão à miséria econômica porque países como a Suécia mostram que é possível ter um país próspero com um forte estado de bem-estar social. Talvez, mas há graus de prosperidade. E um grande setor público impõe um fardo significante nas nações nórdicas, resultando em padrões de vida abaixo do nível americano de acordo com dados da OCDE. Além do mais, de acordo com a pesquisa de um economista sueco, pessoas de descendência escandinava nos EUA produzem e recebem muito mais do que seus correspondentes nos países de origem. Isso não é exatamente um…

Já escrevi anteriormente que muitas nações europeias estão condenadas ao caos demográfico e ao caos fiscal, mas muita gente não se importa tanto com o futuro. Bernie Sanders, por exemplo, olha para nações como Dinamarca e Suécia de hoje e diz que os Estados Unidos deveriam copiar seus caros Estados do bem-estar social. Ele tem razão? Bom, depende dos parâmetros. Se, por qualquer razão, alguém estivesse segurando uma arma contra minha cabeça e exigisse que copiássemos as políticas de alguma nação da União Europeia, os países nórdicos estariam entre minhas primeiras escolhas. Sim, seus Estados de bem-estar social são grandes demais, mas eles de alguma forma compensam esse erro ao…

Eu já argumentei anteriormente que direitos de propriedade privada são um componente vital de qualquer programa pró meio ambiente. Curiosamente, o Washington Post meio que concorda. Ao menos no que diz respeito às áreas de pesca. Em um editorial recente, reconheceu que o modelo coletivista atual não funciona. As áreas de pesca do mundo, que alimentam bilhões de pessoas, estão em profundo declínio. Os autores de um estudo publicado na segunda-feira no Proceedings of the National Academy of Sciences examinou 4.713 áreas de pesca, contabilizando 78% da pesca anual no mundo, e descobriu que apenas um terço delas estava em condições biológicas decentes. O editorial então aponta para o fato…

Toda vez que há uma discussão sobre as nações nórdicas, eu me sinto confuso. Eu não gosto de impostos punitivamente altos e níveis de redistribuição social destrutivos em nações como a Dinamarca, mas eu admiro as políticas de laissez-faire que esses países têm em relação a regulamentação, comércio e direitos de propriedade. De fato, nesses últimos pontos, vale notar que as nações nórdicas são mais economicamente livres que os Estados Unidos, de acordo com especialistas do Fraser Institute que preparam o Economic Freedom of the World. Consideremos o exemplo da Suécia. O país tem um programa robusto de vouchers escolares e um sistema de previdência social parcialmente privatizado. Além disso,…

Close
MENUMENU