Arquivo de Assuntos Sistemas Econômicos

Albert Einstein supostamente definiu a insanidade como “fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes.” No entanto, como a implosão econômica da Venezuela nos lembra, parecemos ser incapazes de parar de repetir o mesmo erro terrível: tentar fazer o socialismo funcionar. Para explicar nossa insana fascinação com o socialismo, destaco um crescente conjunto de pesquisas acadêmicas que sugerem que nós somos, naturalmente, invejosos e ressentidos em relação às pessoas que acumulam riqueza e poder “desproporcionais”. Além disso, pesquisas sugerem que temos dificuldade de compreender, muito menos simpatizar, com o que Friedrich Hayek chamou de ordem espontânea – ou o uso da especialização e do comércio para criar “um…

Em 2013, fui ver o show dos Rolling Stones no Hyde Park. Quase na metade do show, um convidado surpresa apareceu no palco: Mick Taylor, que foi o guitarrista da banda entre 1969 e 1974. Taylor foi recebido calorosamente, mas também foi alvo de comentários irônicos e insultos nas redes sociais posteriormente. Os críticos não deixaram de perceber que o artista não estava em sua melhor forma. Veja o antes e o depois: Os astros mais velhos do rock precisam frequentemente aguentar este tipo de gozação. Aqueles que morrem jovens – como Jim Morrison ou Kurt Cobain – se tornam ícones, eternamente lembrados do jeito que estavam no auge. Eles…

Os comentaristas de esquerda estão lutando para enfrentar o colapso econômico da Venezuela. No início de agosto, a professora da Universidade de Stanford Terry Lynn Karl juntou-se ao refrão alegando que a queda dos preços do petróleo é o problema. É verdade que o preço do petróleo caiu de cerca de US$ 100 por barril em 2014 para cerca de US$ 50 em 2017. Mas as políticas socialistas exacerbaram a crise do petróleo e criaram a pobreza que vemos na Venezuela hoje. Recursos não ditam prosperidade. As sociedades de livre mercado são menos afetadas pela queda dos preços das commodities, em parte porque sua riqueza não depende de matérias-primas. Hong…

Na África, as mulheres têm sido prejudicadas por uma falta de independência social e financeira, especialmente nas regiões mais pobres. As culturas locais impuseram-nas uma dependência em relação aos homens, muitas vezes forçando famílias pobres a viver de uma única renda. As perspectivas financeiras e profissionais das mulheres são muitas vezes sombrias. O sistema patriarcal que existe na maioria das áreas do continente africano submete as mulheres ao abuso doméstico e aos maus tratos. Além disso, muitos costumes e tradições considerados sagrados nas culturas locais, tais como o casamento infantil, a mutilação genital feminina e os assassinatos de honra, prejudicam as liberdades das mulheres, sejam elas sociais ou mesmo físicas.…

A copa do mundo se aproxima e com isso o fenômeno de trocar figurinhas volta à tona. Parques lotados, encontros nos shoppings, grupos de trocas são exemplos de como as pessoas se organizam para realizar essa permuta de cromos em suas cidades. Além de ser uma ótima oportunidade de se fazer novas amizades, a simples troca de figurinhas nos ajuda a entender e explicar fenômenos de como as trocas subjetivas acontecem e o surgimento dos mercados. Diante disso, uma criança pode tentar completar seu álbum sozinha, porém sendo esta opção cara e demorada, onde se gastará entorno de R$ 272,80 e ainda correrá o risco de não adquirir todos os…

Eu concordo plenamente com meus amigos de esquerda que afirmam que corporações querem extrair cada centavo que elas puderem dos consumidores. Eu também concordo (em grande parte) com eles quando dizem que corporações são entidades sem alma que não se importam com as pessoas. Mas depois que eles terminam de desabafar, eu tento educá-los ao apontar que a única maneira das corporações separarem os consumidores e o seu dinheiro é competindo vigorosamente para oferecer bens e serviços desejáveis a preços atrativos. Além disso, a sua busca "sem alma" por este lucro (como explicado por Walter Williams) as levará a ser eficientes e inovadoras, o que estimula a produção total da…

É muito comum, em alguns manuais de Direito Constitucional e Ciência Política editados no Brasil, a assertiva de que o Estado liberal provocou imensas injustiças sociais, e que tais injustiças derivaram da cultura da não intervenção e do abstencionismo estatal perante a comunidade, típicos daquele período histórico. Afirmam ainda alguns autores, que as liberdades daquele tempo eram insuficientes, e que o Estado, à partir das diversas crises ocorridas dentro do liberalismo, precisou adotar posturas ativas na busca pela justiça social e pelo controle da economia. Teria passado o Estado, então, a adotar uma dogmática social, em detrimento do sentimento liberal outrora predominante. Acontece, todavia, que a maneira como alguns teóricos…

As duas vezes que visitei o Brasil, tive a impressão que este era um país que anseia em ser livre. Sua cultura é tão rica e variada, seu povo é tão numeroso, seus hábitos e costumes são tão imbuídos de tradição e gestos informais, sua comida é tão espetacular, me pareceu um país em que seria impossível comandar do centro. Suas cidades foram construídas por tantas gerações, milhões de mentes, uma coordenação incrível de planos diversos através do tempo e do espaço, que me pareceu um lugar intrinsecamente resistente ao planejamento central. Presidentes poderiam desfilar e se vangloriar, ditadores poderiam berrar e gritar, alguns setores poderiam ser nacionalizados à força,…

Uma rica mulher de Manhattan morreu semana passada enquanto cozinhava após suas roupas pegarem fogo. A trágica morte foi incomum, mas houve um tempo em que cozinhar era muito mais perigoso e consumia muito mais tempo. Ainda hoje, mais de 4 milhões de pessoas não possuem fogões modernos e por isso morrem prematuramente a cada ano por respirarem a fumaça do cozimento. Cozinhar não só era perigoso, mas não deixava tempo para muito mais coisa. Como observou a professora Deirdre McCloskey, “nos anos 90 uma família americana tradicional de classe média gastava 44 horas [por semana] preparando comida,” e a maior parte desse trabalho ficava para as mulheres. Em outras…

O papel do economista – apontar a incompatibilidade do planejamento central como um meio de atingir o nível de bem-estar que os países buscam – foi definido como uma “tarefa ingrata, (pois) a maioria das pessoas são intolerantes a qualquer crítica às suas crenças econômicas e sociais... (e) não entendem que as objeções levantadas se referem apenas aos métodos inadequados e não rejeitam os objetivos finais de seus esforços” (Mises, 1944). Porém, em circunstâncias como as da Venezuela atual, esta tarefa é ao mesmo tempo ingrata e completamente desanimadora. Uma série de fotografias publicadas recentemente e uma investigação da Reuters apresentaram um trágico resumo da situação atual no país sul-americano,…

Quem pagou por aquele caminhão – um cara pobre ou um cara rico? A grande fonte de salários mais altos e alto padrão de vida é o capital. Considere: quanto vale um caminhoneiro sem um caminhão? Deixemos a pergunta (e sua resposta intuitiva a ela) amadurecer um pouco, enquanto fazemos mais perguntas semelhantes sobre outras pessoas. Quanto vale um eletricista sem a energia elétrica? Quanto vale um jogador sem a TV? Quanto vale um garçom sem um restaurante? O que é o funcionário de uma loja sem a loja, sem um computador, sem um scanner de preços? Vou até perguntar sobre eu mesmo: quanto valho eu sem meu computador? Vamos…

Talvez seja só porque sou criterioso, mas parece que comparar as taxas de crescimento de longo prazo entre vários países cria um argumento matador para a superioridade do livre-mercado e do Estado pequeno. Quer seja Coreia do Norte contra Coreia do Sul, Cuba contra o Chile, ou Ucrânia contra Polônia, nações com governos inchados e com mais intervenção inevitavelmente afundam em comparação com alternativas orientadas para o mercado. Isso é uma prova muito convincente, na minha humilde opinião, mas me pergunto se não é excessivamente persuasivo por ser muito seco e analítico. Talvez eu deva me concentrar mais no custo humano do estatismo. E não apenas compartilhando dados sobre baixos…

Uma das reclamações comuns em relação a permitir que as pessoas vivam suas vidas livres de interferências políticas é que muitas delas não são capazes o suficiente para administrar suas próprias vidas. Tais críticas são geralmente respostas ao argumento feito por muitos do outro lado, o de que a razão pela qual às pessoas deve ser permitida a liberdade é precisamente que nós somos capazes o suficiente para administrar nossas próprias vidas perfeitamente bem. Vamos começar com um ponto que talvez seja óbvio: se humanos não são capazes o suficiente para administrar suas próprias vidas, por que devemos acreditar que existem humanos capazes o suficiente para administrar a vida dos…

Os críticos frequentemente acusam o mercado e o capitalismo de piorarem a vida dos pobres. O refrão é certamente comum nos corredores da academia esquerdista, e também em círculos intelectuais mais amplos. Mas, como tantas outras críticas ao capitalismo, essa ignora os fatos da história, tão reais e tão disponíveis. Nada fez mais para tirar a humanidade da pobreza do que a economia de mercado. Essa alegação é verdadeira, quer se olhe para um intervalo de tempo de décadas ou de séculos. O número de pessoas ao redor do mundo vivendo com menos de aproximadamente dois dólares por dia é menos da metade do que era em 1990. Os maiores…

Meu filho de 19 anos, Thomas – pelo qual eu tenho todo o orgulho que um pai pode ter de seu filho – é um astrofísico promissor. Seu interesse profissional reside puramente nas ciências exatas e na matemática. Mesmo assim, seu conhecimento de economia é profundo. (Sim, eu estou contando vantagem. Mas é considerado contar vantagem quando é verdade?) Thomas entende com naturalidade a inevitabilidade dos trade-offs, ele compreende que não existe tal coisa como almoço grátis (ou qualquer coisa grátis), ele entende , ele é realista o suficiente para entender que para cada incentivo perverso que existe no setor privado, existem 1.001 incentivos perversos no setor público, e Thomas…

Já escrevi anteriormente que muitas nações europeias estão condenadas ao caos demográfico e ao caos fiscal, mas muita gente não se importa tanto com o futuro. Bernie Sanders, por exemplo, olha para nações como Dinamarca e Suécia de hoje e diz que os Estados Unidos deveriam copiar seus caros Estados do bem-estar social. Ele tem razão? Bom, depende dos parâmetros. Se, por qualquer razão, alguém estivesse segurando uma arma contra minha cabeça e exigisse que copiássemos as políticas de alguma nação da União Europeia, os países nórdicos estariam entre minhas primeiras escolhas. Sim, seus Estados de bem-estar social são grandes demais, mas eles de alguma forma compensam esse erro ao…

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