Arquivo de Assuntos História Econômica

Como parte da coluna de ontem sobre crescimento global, pobreza e desigualdade, percebi que escrevi muitas colunas sobre política econômica na China, mas não foquei uma só vez na política geral da Índia. Na verdade, uma rápida olhada nos arquivos revela que apenas três colunas chegaram mesmo a abordar políticas específicas na Índia. E todas elas foram negativas. O maltrato do governo indiano às escolas privadas A guerra do governo indiano contra o dinheiro em espécie Um membro indiano do Hall da Fama Burocrata Então é o momento de avaliar a política econômica geral na Índia, o que significa que esta é uma oportunidade para ressaltar que existem alguns desenvolvimentos…

O excelente artigo de Robert Colvile tratando da incompreensão do príncipe Charles sobre as causas da pobreza africana oferece uma boa oportunidade para examinar mais de perto a história econômica de África. A pobreza africana não foi causada pelo colonialismo, capitalismo ou pelo livre comércio. Como observei anteriormente, muitas das antigas dependências europeias tornaram-se ricas precisamente porque mantiveram muitas das instituições coloniais e participaram no comércio global. A pobreza africana antecedeu o contato do continente com a Europa, e persiste hoje. Ela é resultado de escolhas políticas infelizes, a maioria feita livremente pelos líderes africanos após a independência. Como a Europa, a África começou desesperadoramente pobre. O falecido professor Angus…

O ano de 2017 é um marco na história econômica e na história da economia. O golpe de Estado Outubro Vermelho ocorreu, inspirado em Marx, na Rússia há um século. O primeiro volume de "O capital, uma crítica da economia política" de Marx foi publicado há 150 anos. "Os princípios de economia política e tributação" de David Ricardo foi publicado há 200 anos. Golpe fatal ao mercantilismo O bicentenário do livro de Ricardo vale a pena comemorar porque este livro terminou um debate crucial sobre os méritos do comércio  internacional. Os mercantilistas do século 18 acreditavam que uma nação poderia se tornar mais rica através de superávits comerciais – com exportações maiores…

Hoje mais cedo, o Instituto Fraser publicou a 21ª edição do relatório anual da Liberdade Econômica do Mundo. O think-tank canadense usa 42 dados estatísticos em cinco áreas diferentes (tamanho do governo, direito à propriedade privada, estabilidade econômica, liberdade de comércio internacional e regulamentação) para ranquear a liberdade econômica de 159 países e territórios. Os resultados? Como diz Johan Norberg, "a liberdade é maravilhosa". O que ele quer dizer é que - quase sem exceção - quanto mais livre é o país, mais rápido é seu crescimento econômico e mais alta é a renda de seus cidadãos. O relatório completo está disponível no site do Institute Fraser. Mas aqui estão…

O apartheid era socialismo Tudo sobre o apartheid sugere socialismo – do espírito por trás dele, às leis aprovadas para sua execução. O apartheid pode até não ser o tipo de socialismo que a esquerda gosta. Porém, como os experimentos socialistas na Europa oriental e em outros locais na África, o apartheid foi outro exemplo da miséria que o socialismo cria quando um governo poderoso e centralizado tenta planejar uma economia e uma sociedade. Em uma sociedade livre e capitalista – sob as instituições liberais da propriedade privada, do respeito aos contratos e do império da lei – as pessoas desfrutam de um amplo espectro de direitos e liberdades: o…

Estou em Shenyang, na China, como parte da equipe de professores do programa de Gestão e Economia Internacional da Universidade Nordestina. Meu papel principal é falar sobre economia e políticas fiscais, explicando os impactos tanto das receitas como das despesas públicas. Entretanto, meus leitores já conhecem minhas posições sobre estas questões, então vamos falar sobre o aclamado milagre chinês. E eu não estou sendo sarcástico quando digo “aclamado”. Desde que a China começou a liberalizar sua economia no final da década de 70, o crescimento econômico tem sido impressionante. Eu não necessariamente acredito nas estatísticas vindas do governo chinês, mas, sem sombra de dúvidas, houve um progresso espetacular. O grande…

Escrevendo esta semana para a Bloomberg, Tyler Cowen afirmou que o Brasil é "ainda o país do futuro". Embora eu compartilhe do otimismo de Cowen sobre o futuro da nação, seu enfoque na diversidade do país, seu tamanho e sua estrutura política vagamente federalizada ignora a história real – que a economia austríaca e o libertarianismo estão ganhando a batalha de ideias dentro do país. O Brasil é lar de um dos movimentos pela liberdade mais bem-sucedidos e que mais crescem no mundo. Não só organizações como o Instituto Mises Brasil, o Students For Liberty – Brasil e o Movimento Brasil Livre desempenharam um papel fundamental no impeachment da presidente…

A África Subsaariana consiste de 46 países e cobre uma área de 24 km2 milhões. Uma em cada sete pessoas da Terra vive na África, e a proporção que o continente tem da população mundial só tem como crescer porque a taxa de fertilidade na África permanece mais alta do que em outros lugares. Se a tendência atual continuar, haverá mais pessoas na Nigéria do que nos Estados Unidos em 2050. O que acontece na África, portanto, é importante não somente para as pessoas que vivem no continente, mas também para o resto de nós. O continente da esperança A África pode ser o continente mais pobre do mundo, mas…

O senador Bernie Sanders deseja aumentar drasticamente o fardo do Estado e alega que suas políticas não levarão à miséria econômica porque países como a Suécia mostram que é possível ter um país próspero com um forte estado de bem-estar social. Talvez, mas há graus de prosperidade. E um grande setor público impõe um fardo significante nas nações nórdicas, resultando em padrões de vida abaixo do nível americano de acordo com dados da OCDE. Além do mais, de acordo com a pesquisa de um economista sueco, pessoas de descendência escandinava nos EUA produzem e recebem muito mais do que seus correspondentes nos países de origem. Isso não é exatamente um…

O socialismo está de volta à moda, principalmente entre jovens universitários americanos. Eles são jovens demais para se lembrarem da Guerra Fria, e poucos estudam história. Esse é, portanto, um bom momento para lembrar à geração Y o que o socialismo rendeu – especialmente em alguns dos países mais pobres do mundo. Aqueles de nós que se lembram do início da década de 80, sempre se lembrarão das imagens de crianças etíopes passando fome. Com umbigos engolidos por kwashiorkor e olhos cobertos de moscas, essas foram as inocentes vítimas dos Derg – um grupo de militantes marxistas que tomaram o governo etíope e usaram a inanição como forma de dominar…

A grande jornalista, novelista e escritora de viagem do século XX, Martha Gellhorn, (1908 – 1998) estava bem familiarizada com guerras, fome e doença – que ela insistia em ver com seus próprios olhos. Em 1937, ela estava em Madrid e testemunhou o fim obscuro da guerra civil espanhola. Em 1938, ela estava em Praga quando milhares de Tchecos desalojados, que estavam escapando das Sudetas depois do Acordo de Munique, encheram estações de trens em busca de comida e abrigo. Em 1945, ela acompanhou o sétimo exército americano na libertação do campo de concentração de Dachau dos homicidas nacional-socialistas. Gellhorn foi uma das primeiras mulheres correspondentes de guerra e feministas…

Esse artigo é o último de uma série de três que, todos juntos, foram originalmente publicados como o ensaio The House That Uncle Sam Built no Foundation for Economic Education. O primeiro artigo foi publicado no dia 23 de março, e o segundo no dia 5 de abril. Desregulamentação, a falsa culpada É nitidamente incorreto afirmar que a crise atual foi produzida pela desregulamentação. Enquanto é verdade que novos instrumentos como os swaps de crédito não foram sujeitos a uma grande quantidade de regulamentação, isso ocorreu em grande parte porque eram novos. Além do mais, a sua mera existência foi uma consequência não intencional de todas as outras regulamentações e…

Esse artigo é o segundo de uma série de três que, todos juntos, foram originalmente publicados como o ensaio The House That Uncle Sam Built no Foundation for Economic Education. O artigo anterior foi publicado no dia 23 de março. E a habitação? Com a política monetária tão expansiva, o mercado imobiliário recebeu sinais incorretos e contraditórios. Por um lado, o mercado imobiliário e setores relacionados receberam uma luz verde gigante para expandir. É como se o Fed tivesse fornecido para eles uma abundância de madeira e incentivado que construíssem sua casa econômica tão grande quanto quisessem. Isso teria feito sentido se o aumento no fornecimento de madeira (capital) tivesse…

Introdução O tema de “A Casa Que O Tio Sam Construiu: A História Não Contada da Grande Recessão de 2008” é de que políticas governamentais, e não falhas do livre mercado causaram o trauma econômico que nós estamos vivenciando. Nós não vivemos em um livre mercado. Nós vivemos em uma economia mista. A mistura varia com o setor. O setor tecnológico é primariamente livre. Os serviços financeiros são primariamente governo. Não é surpresa que o segmento da economia mais regulado e controlado pelo governo, o de serviços financeiros, foi o que teve os maiores problemas. Esses problemas foram criados por ações do Federal Reserve combinados com políticas governamentais de habitação…

O que explica as diferenças dramáticas de desempenho econômico entre as duas Américas? Considere os números do Produto Interno Bruto (PIB) disponibilizados pelo Banco Mundial – uma medida de sucesso econômico. Nós queremos que as pessoas tenham um nível de vida adequado, especialmente as pobres. E se formos ambiciosos, queremos que as pessoas tenham um padrão de vida bom – incluindo a compra de bens de maior valor agregado; alimentação, educação e saúde de qualidade; e viagens. Os dados do PIB são surpreendentes. Comece com um país pobre como a Bolívia, com PIB per capita de US$ 3.000. No Paraguai, as pessoas são 50% mais prósperas com US$ 4.500. Os…

Os países nórdicos europeus são frequentemente lembrados por entusiastas de Estados prolixos como exemplos de sucesso das políticas que defendem. Nesse artigo, vamos investigar a história econômica recente do mais citado deles: a Suécia. A análise geralmente feita é simples e superficial: a Suécia é um país rico e sem pobreza, seu governo interfere na economia e distribui generosos benefícios à população, logo o Estado é um agente importante na redução da pobreza e no desenvolvimento econômico. É preciso uma análise mais rigorosa para perceber que a realidade não é bem assim. Do começo do século XIX até hoje, é possível enxergar cinco fases distintas na economia sueca. Vamos analisar…

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