Arquivo de Assuntos Desigualdade e Pobreza

Propostas de reforma tributária recentes deram início a uma guerra sobre a economia. Enquanto o debate prossegue inflamado sobre o impacto dos cortes de impostos no crescimento e na receita, a justificativa moral para uma tributação menor passou ao largo. Os críticos, previsivelmente, iniciaram uma ofensiva contra a ideia de que o contribuinte deve ficar com mais de seu próprio dinheiro. Um artigo de opinião critica “a crença mística que enormes cortes de impostos podem pagar por si próprios ao permitir maior crescimento econômico.” Outro ataca a suposta falta de financiamento para “pagar” pelos cortes de imposto, e depois desqualifica os cortes como simples “benefícios para os ricos”. Outros ainda…

O problema da desigualdade tem sido frequentemente considerado um dos maiores problemas sociais da nossa geração. A preocupação generalizada com as grandes disparidades de renda e riqueza alimentou sentimentos antiglobalização ao redor de todo o mundo e ameaça prejudicar os avanços no comércio, investimentos e imigração que temos visto. Um problema fundamental é que discussões contemporâneas sobre a desigualdade têm muitas vezes confundido ela com a pobreza. Não só a desigualdade e a pobreza são conceitualmente diferentes, como uma falha na distinção entre elas pode levar a conclusões problemáticas sobre políticas. Adicionalmente, quando os defensores do mercado criticam políticas redistributivas e programas de assistência do governo, são vistos como anti-pobres.…

A última terça-feira marcou o 25º aniversário do Dia Internacional das Nações Unidas para a Erradicação da Pobreza. A data intencionalmente coincide com o trigésimo aniversário do Call to Action, que viu o ativista francês contra a pobreza, padre Joseph Wresinski, pedir à comunidade internacional, diante de 100 mil parisienses, um "esforço para erradicar a pobreza extrema". Para marcar a ocasião, António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, apareceu em um pequeno vídeo avaliando o estado atual da pobreza mundial. Apesar de ter apontado questões como desemprego, desigualdade e conflito que continuam em algumas regiões, Guterres observou corretamente que, desde 1990, o mundo fez "progressos notáveis na erradicação da pobreza". Embora…

Além de seu trabalho exemplar como membro sênior para o Cato Institute, Johan Norberg produz alguns ótimos vídeos para o Free to Choose Media. Aqui estão alguns que chamaram minha atenção. A tola e contraproducente guerra às drogas. Uma terrível consequência do comunismo cubano. A verdadeira . Mas meu vídeo favorito, o qual compartilhei em janeiro, é sua concisa explicação de por que os políticos devem focar em combater a pobreza em vez de reduzir a desigualdade. Estou postando novamente para preparar o terreno para uma discussão sobre desigualdade e justiça. Agora vamos entrar no principal tópico de hoje. Um estudo de três acadêmicos do Departamento de Psicologia de Yale…

É maravilhoso que a Oxfam reconheça o "progresso surpreendente na redução da pobreza" nas últimas décadas, e que "os negócios podem ser uma grande força para o bem" a este respeito. Mas eu quero ser ganancioso. Quero que a Oxfam e todas as outras organizações que, com louvável razão, desejam ver uma redução na extensão da pobreza global, deem mais um passo: reconheçam que muito desse progresso surpreendente andou lado a lado com o crescimento e a difusão do livre comércio, da democracia, dos direitos de propriedade e do estado de direito em todo o mundo. Esta semana, houve um debate no CapX - antes de um debate semelhante organizado…

Quando eu falo para grupos de estudantes sobre desigualdade, uma das primeiras coisas que peço para eles fazerem é considerar um experimento mental. Imagine uma sociedade em que, por exemplo, os 20% mais ricos ganhem uma média de US$ 60.000 por ano e os 20% mais pobres ganhem uma média de US$ 10.000 por ano. Imagine que a média dos rendimentos de todas as famílias seja em torno de US$ 35.000 por ano. Agora imagine uma sociedade diferente, em que os 20% mais ricos ganhem US$ 150.000 na média e os 20% mais pobres cerca de US$ 18.000. Suponha que a média geral seja cerca de US$ 54.000. Se compararmos…

Quando você dá dinheiro às pessoas sob condição de que elas não ganhem muito dinheiro, você cria um incentivo perverso para que elas sejam improdutivas. Principalmente porque, quando as pessoas trabalham mais e ganham mais, elas são atingidas por uma combinação de menos benefícios e mais impostos. O resultado final são alíquotas implícitas muito altas de imposto, em alguns casos subindo além de 100%. Não é necessário dizer que é muito ingênuo ter um Estado do bem-estar social que coloca as pessoas nessa situação insustentável onde o bem-estar social se torna uma forma de areia movediça econômica. E também é ingênuo punir as pessoas que estão puxando o vagão com…

Neste último final de semana, a The Economist publicou um curto vídeo em sua página no Facebook chamado “O ano do 1%”. O vídeo mostra um gráfico sobre o planeta Terra vista do espaço enquanto uma voz narra: 2016 está marcado para ser um mundo mais desigual do que nunca. Pela primeira vez, o 1% mais rico desfrutará de uma fatia maior da riqueza global do que os outros 99%. O gráfico da The Economist me lembrou de outro gráfico que também mostra duas linhas que em dado momento se cruzam, mas que contam uma história bem diferente. Apesar do crescimento populacional, há menos pessoas vivendo em extrema pobreza hoje…

Eu não me importo se é chamado de socialismo, fascismo, ou comunismo, estatismo é mau e destrutivo. Tomar parcialmente esse caminho com o “socialismo democrático” pode evitar a brutalidade, mas o resultado final ainda é a miséria econômica. Na esperança de provar o meu ponto, eu utilizo desde humor até análise teórica. Mas minha abordagem favorita, baseada em décadas de experiência em conversas individuais, discursos públicos e briefings pessoais, é compartilhar comparações entre países. Tais evidências do mundo real parecem ser as mais persuasivas. Então está na hora de aumentar essa coleção. Vamos voltar em 2011, quando Catherine Rampell estava com o The New York Times e escreveu uma coluna…

“O que causa a pobreza? Nada. Ela é o estado original, o padrão e o ponto inicial. Na verdade, a pergunta é: o que causa a prosperidade?” – Per Bylund Pobreza é o estado ou a condição de possuir pouco ou nenhum dinheiro, patrimônio ou meios de suporte. A pobreza inclui elementos econômicos, sociais e políticos. Um padrão de vida pobre pode incluir o acesso restrito a água potável, uma casa em péssimas condições e/ou ausência de dinheiro suficiente para suprir outras necessidades básicas de uma pessoa, tais como alimentação e saúde. Existem diversos métodos para quantificar a pobreza presente ao redor do mundo, mas o método de análise mais…

Um dos motivos porque algumas pessoas veem o liberalismo econômico com certo ceticismo é a impressão que têm de que ele faria piorar a situação da população pobre. Pressupõe-se que é o Estado que garante a essas pessoas um mínimo de qualidade de vida, e que retirar essa muleta seria condená-los à inevitável miséria. Esse artigo investiga se essa impressão tem ou não respaldo na realidade. Faremos isso comparando, para todas as 114 economias para as quais há dados disponíveis, seu grau de liberdade econômica e o padrão de vida de sua população mais pobre. Se a suposição acima for verdadeira, encontraremos uma relação negativa entre essas duas medidas. Do…

Um dos números mais trazidos para discussões sobre liberalismo econômico é o índice de Gini, criado em 1912 pelo italiano Corrado Gini. Esse índice (que é melhor descrito como um coeficiente) pode ser usado como medida de dispersão de qualquer variável de uma amostra, como altura, peso, número de filhos, etc... Mas seu uso mais comum é medir a desigualdade de renda entre as pessoas de uma economia. Apesar de sua fórmula matemática ser complexa, ele é relativamente simples de ser explicado com um exemplo. Podemos supor uma economia de apenas dez pessoas, sendo que a renda da primeira delas é de R$ 1.000, a da segunda é de R$…

Muita gente pensa que a liberdade econômica é boa para os ricos e ruim para os pobres. Geralmente se acredita que há uma competição entre as pessoas, uma luta de classes, e que se o Estado deixá-las interagirem sozinhas entre elas, os ricos sempre levarão a melhor, e os pobres estarão em situação cada vez pior. A partir daí se justifica uma série de intervenções do Estado na economia: impostos elevados, enormes empresas estatais, regulamentação de setores da economia, da relação trabalhista entre empregado e empregador, e por aí vai. Mas será que a premissa onde tudo isso se baseia é mesmo verdadeira? Esse post investiga qual é a real…

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