Início História econômica 11 estatísticas econômicas que contam a história da Venezuela

11 estatísticas econômicas que contam a história da Venezuela

por Jon Miltimore

Uma tragédia comum à história humana está se desdobrando na Venezuela. É impossível prever como isso terminará ou qual será o custo humano final.

Enquanto assistimos aos eventos e esperamos por uma resolução pacífica que restaure a liberdade na Venezuela, aqui estão alguns fatos notáveis sobre a Terra da Graça.

  1. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Enquanto os EUA são os maiores produtores de petróleo, suas reservas totais representam apenas uma fração – cerca de 10% – dos 300 bilhões de barris de petróleo da Venezuela (fonte: UPI).
  2. Na Venezuela hoje, a renda mensal média é de US$ 8 (fonte: FEE).
  3. Um saco de 1 Kg de cebola custa atualmente cerca de US$ 2 na Venezuela (fonte: FEE).
  4. Em 2016, o preço de um galão1 de gasolina na Venezuela foi inferior a um centavo (fonte: Washington Post).
  5. Cerca de 90% dos venezuelanos vivem hoje abaixo da linha da pobreza (fonte: The Borgen Project).
  6. Em 1950, a Venezuela estava classificada entre as dez nações mais prósperas do mundo (fonte: Human Progress).
  7. Em 2018, a inflação na Venezuela chegou a 1 milhão por cento (fonte: Reuters).
  8. Projeções econômicas mostram que a inflação na Venezuela deve atingir 10 milhões por cento em 2019 (fonte: Miami Herald).
  9. Em 1959, o PIB per capita venezuelano foi 10% maior do que o dos EUA (fonte: Human Progress).
  10. Até junho de 2018, cerca de 2,3 milhões de pessoas, ou 13% de sua população, havia emigrado da Venezuela após seu colapso econômico (fonte: The Panam Post).
  11. Quando Hugo Chávez chegou ao poder em 1999, o PIB per capita venezuelano era 27% superior à média da América Latina (fonte: Human Progress).

As causas da dor são bem conhecidas. Como Vernon L. Smith, um prêmio Nobel de Economia, disse recentemente sobre o tema:

O governo da Venezuela, em nome do povo, e em benefício do povo, apoderou-se das grandes empresas petrolíferas do mal, pensando que qualquer um que estivesse na rua poderia administrar um negócio. Eles começaram a redistribuir riqueza para os pobres, tornaram a eletricidade gratuita e foram elogiados por alguns (bom, pelo menos um) economistas americanos vencedores do prêmio Nobel por reduzir a desigualdade.

Este país pequeno e incrivelmente rico em petróleo agora não consegue se alimentar sozinho. Os mercados, cujos preços coordenam e incentivam a criação de riqueza, não conseguem operar. Os agricultores não conseguem comprar sementes ou fertilizantes, as importações de alimentos caíram 70% e as pessoas não conseguem encontrar comida suficiente nas latas de lixo. O funcionamento invisível da complexa economia da abundância – que, é claro, não pode assegurar que todos serão produtivos o suficiente para compartilhar de sua abundância – entrou em colapso total.

Smith prossegue explicando que o sofrimento cessaria rapidamente se as autoridades estatais simplesmente permitissem que as forças do mercado voltassem.

“REVERTA todas essas políticas, e seus efeitos seriam imediatamente revertidos e a abundância restaurada com facilidade e tão rapidamente quanto desapareceu”, observou ele.

As palavras do laureado com o Nobel revelam uma verdade atordoante: o sofrimento na Venezuela não é apenas trágico. Também é sem sentido.


Esse artigo foi originalmente publicado como 11 Economic Stats That Tell Venezuela’s Story para a Foundation for Economic Education.

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