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Quando você dá dinheiro às pessoas sob condição de que elas não ganhem muito dinheiro, você cria um incentivo perverso para que elas sejam improdutivas.

Principalmente porque, quando as pessoas trabalham mais e ganham mais, elas são atingidas por uma combinação de menos benefícios e mais impostos. O resultado final são alíquotas implícitas muito altas de imposto, em alguns casos subindo além de 100% 1 .

Não é necessário dizer que é muito ingênuo ter um Estado do bem-estar social que coloca as pessoas nessa situação insustentável onde o bem-estar social se torna uma forma de areia movediça econômica .

E também é ingênuo punir as pessoas que estão puxando o vagão com altos impostos e uma dupla tributação invasiva da renda que é poupada e investida.

Russell Jaffe, um dos nossos estagiários na Cato , convenientemente veio com uma pequena e astuta imagem que mostra como a redistribuição é ruim tanto para aqueles que recebem como para aqueles que pagam.

Danger quicksand: Perigo, areia movediça.
IRS – Internal Revenue Service: equivalente à Receita Federal nos Estados Unidos.

Não é de se espantar que o Estado do bem-estar social e a guerra contra a pobreza têm trazido más notícias tanto para os pagadores de impostos como para os pobres .

E o problema está piorando , não melhorando.

Vamos começar a encerrar. Compartilhei uma citação de Thomas Sowell no início da coluna de hoje. Agora vamos ver um pouco de sua análise.

Ele apropriada e sucintamente resumiu por que redistribuição é uma proposição perde-perde 2 .

A história do século XX é repleta de exemplos de países que decidiram redistribuir riqueza e acabaram redistribuindo pobreza. Não é complicado. Você só consegue confiscar a riqueza que existe em um certo momento. Você não consegue confiscar riqueza futura – e essa riqueza futura é menos provável que seja produzida quando as pessoas percebem que ela será confiscada. Aqueles que serão alvos do confisco conseguem ver o aviso na parede, e agem de acordo. Todos nós já ouvimos o velho ditado que dar um peixe ao homem só o alimenta por um dia, enquanto que ensiná-lo a pescar o alimenta para a vida toda. Redistribucionistas lhe dão um peixe e o deixam dependente do governo para mais peixes no futuro.

Então, qual é o resumo da ópera?

A resposta simples (e correta) é desmontar o Estado de bem-estar social. Governos estaduais e locais deveriam ser encarregados de programas com controle de necessidade 3 , idealmente com muito menos redistribuição total (um objetivo que até mesmo algumas nações escandinavas estão tentando alcançar ).

Aliás, o objetivo deveria ser replicar o sucesso da reforma social da era Clinton , mas estendendo o princípio para todos os programas de redistribuição ( Medicaid , food stamps , EITC , etc 4 ).

Observações:

  1. Alguns na esquerda admitem que o bem-estar social estatal dificulta a independência e a autonomia.
  2. Para aqueles que gostam de comparações, vocês podem examinar quais estados provêm os maiores benefícios , e quais nações têm as maiores dependências .
  3. Para terminar com uma nota azeda, nossos dólares de impostos estão sendo usados pela OCDE, sediada em Paris, para produzir terríveis pesquisas que argumentam que mais redistribuição por impostos é de alguma forma bom para o crescimento.

Uma versão desse artigo foi originalmente publicada como Thomas Sowell on the Economics of Redistribution: Quicksand at One End and Beatings at the other End para o International Liberty .


Notas:

  1. O que o autor chamou de alíquota implícita do imposto é a diferença entre o que uma pessoa recebe de benefícios quando possui determinada renda e o que ela paga de imposto quando sua renda sobe. Tal alíquota de 100% significa que todo o aumento de renda é perdido em benefícios que se deixou de ganhar e impostos que se passou a pagar. (N. do E.)
  2. Passagem encontrada por Mark Perry. (N. do A.)
  3. Means-tested programs , no original em inglês. São programas em que é verificada a situação do beneficiário, e ele só recebe a ajuda se realmente necessitar dela. (N. do E.)
  4. Medicaid é um programa americano de tratamentos médicos para pessoas com baixa renda. Food stamps são vouchers distribuídos por governos e que podem ser usados para comprar comida. EITC, ou earned income tax credit, são créditos de imposto para pessoas de baixa renda nos EUA. (N. do E.)

Sobre o Autor

É colaborador sênior do Cato Institute. É presidente do Center for Freedom and Prosperity, uma organização criada para defender e promover impostos competitivos. Previamente, Dan serviu como colaborador sênior no The Heritage Foundation e foi economista do senador Bob Packwood e do comitê de finanças do Senado. Recebeu seu Ph.D em economia da George Mason University e graduação e mestrado em economia da University of Georgia.

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