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O dia do trabalho, de acordo com o Departamento de Trabalho1, é “dedicado às conquistas sociais e econômicas dos trabalhadores americanos” e como um “tributo nacional às contribuições que os trabalhadores deram para a força, a prosperidade e o bem-estar de nosso país”.

Mesmo verdade, há um considerável componente ausente neste tributo: o capital.

Mostre-me um profissional trabalhando sem nenhuma contribuição do capital, e eu lhe mostrarei primitivos pelados se alimentando de frutas e animais mortos. Todo o progresso no padrão de vida é construído sobre uma base de ambos trabalho e consumo postergado (criação de capital) que permite a criação de instrumentos que multiplicam o esforço laboral.

Consciência do capital

Feriados deveriam ser utilizados para lembrar a população daquilo que normalmente escapa à percepção pública. É exatamente por isso que precisamos de um “dia do capital”. Embora o capital nos rodeie, ele é frequentemente ignorado, como o ar que respiramos — e como o ar, nossa sociedade estaria acabada sem ele.

O fato de que a maioria de vocês esteja agora provavelmente coçando suas cabeças e se perguntando qual seria o papel desempenhado pelo capital é mais uma razão para haver tal feriado. Sim, os trabalhadores realizam o trabalho necessário para estimular o motor do comércio, mas eles não fazem isso em um vácuo. Quem paga pelo prédio em que eles trabalham? Os equipamentos e ferramentas que eles usam? Seus salários? Ninguém faz estas perguntas. Se supõe de alguma forma que sejam recursos exógenos, simplesmente à espera de serem utilizados pelos heroicos trabalhadores.

Não, eles não são um maná dos deuses. Os capitalistas os disponibilizam postergando consumo, e assim poupando recursos. Essa poupança (capital) permite que eles paguem outras pessoas para produzir os meios necessários para melhorar a capacidade e eficiência do trabalhador na execução de suas tarefas.

O capital empodera o trabalho

O operador produz muitos carros por dia utilizando ferramentas, o operário movimenta toneladas de mercadorias com uma empilhadeira, o trabalhador de escritório executa milhões de operações por dia com seu computador, e assim por diante.

E ao executar estas tarefas, os trabalhadores são pagos muito antes das receitas geradas pelo seu trabalho retornarem para o capitalista – pagar alguém por seu serviço com tanta antecipação à receita gerada por essa atividade requer que dinheiro (capital) seja poupado e esteja disponível. Sem capital, todo trabalhador recém-contratado precisaria esperar semanas ou meses antes de receber seu primeiro pagamento.

O capitalista de mercado (em oposição ao capitalista de laços que se associa com o governo em busca de obter vantagem) toma riscos. Para cada sucesso, outras dezenas fracassam e perdem tudo.

Capitalistas não são gatos gordos vivendo do suor do trabalhador – não, eles desempenham um papel importante e vital, tal qual o trabalhador. Eles fornecem e coordenam os recursos necessários para os trabalhadores de fato executarem suas tarefas. É uma parceria, mas uma em que uma parte é prestigiada e a outra é, na melhor das hipóteses, ignorada; ou na pior, insultada.

Não vamos nos esquecer da importância de ambos. Essa é para o dia do capital!


Esse artigo foi originalmente publicado como Why We Need a Capital Day para o Foundation for Economic Education.


Notas:

  1. O autor se refere ao Department of Labor, equivalente americano ao nosso Ministério do Trabalho. (N. do E.)

Sobre o Autor

Greg Morin é CEO dos Laboratórios Seachem, que produz equipamentos e químicos usados na manutenção de aquários de água doce ou salgada. Ele possui PhD em química pela Universidade de Notre Dame e mantém seu blog pessoal gregmorin.com.

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