facebook_pixel

Esse artigo foi reduzido de sua versão original para melhor se adequar à proposta da Academia Liberalismo Econômico.


Vou deixar abaixo duas citações e vou pedir a quem me possa estar a ler que imagine qual delas poderá corresponder a cada um dos autores – Marx e Hitler.

– Primeira citação [1]:

Nós somos socialistas e inimigos do sistema económico capitalista atual, feito para a exploração dos economicamente frágeis – com seus salários injustos, com a sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade, em vez da responsabilidade e desempenho. Estamos determinados a destruir este sistema a todo custo.

– Segunda citação [2]:

O que, em si, foi a base da religião judaica? A necessidade prática, o egoísmo.

Se imaginou (previsivelmente) que a primeira citação é de Marx e a segunda de Hitler adianto-lhe que se enganou. Pode depois confirmar as fontes, mas a primeira frase – socialista e anti-capitalista – é de Hitler; e a segunda frase – antissemita – é de Marx.

A ideia deste artigo é demonstrar evidências que: (i) Marx era racista, antissemita, xenófobo e além disso preconizava uma revolução violenta; e que (ii) o nazismo é uma doutrina socialista que combatia o capitalismo e a propriedade privada. Não serão feitas muitas considerações além de expor o que um e outro escreveram pelo próprio punho.

É unânime que o nazismo foi um flagelo à humanidade. O que me impressiona é que o marxismo não mereça hoje a mesma consideração que o nazismo. Ok, é verdade que o comunismo está proibido em alguns países (que sofreram os flagelos da ideologia) mas pelo mundo ocidental o que não faltam são intelectuais marxistas aos quais o seu pensamento não só é permitido mas também incentivado em nome da pluralidade. Depois dos efeitos práticos de 100 milhões de mortos [4] devido ao marxismo, não deveriam ser necessárias mais explicações. Porém, nas redes sociais, o que mais ouvimos é que estas experiências miseráveis e desumanas “deturparam Marx”. Vamos ver, pelo próprio punho de Marx, que não houve qualquer deturpação – o que estava a ser proposto pelo próprio era um holocausto!

O antissemitismo não é exclusivo ao nazismo, a ideologia marxista também era antissemita. Ainda na mesma fonte [2] Marx disse:

Qual é a religião mundana do judeu? Trambicagem exploradora. Qual é o seu Deus terreno? Dinheiro.

Era uma perspectiva partilhada por Hitler, personificando o inimigo – capitalismo – nos judeus. As razões encontradas por Hitler para ter como inimigos os judeus não foram a sua escolha religiosa mas o estereótipo da usura e especulação capitalista, que o seu socialismo considerava infame [3, pp.231]:

Seu único objetivo é quebrar as forças de resistência da nação, preparando-a para a escravidão do capitalismo internacional e dos seus senhores, os judeus.

Parecem até produções do mesmo autor… Continuando com Marx [2]:

O dinheiro é o deus ciumento de Israel, em face do qual nenhum outro deus pode existir. […] O deus dos judeus tornou-se secularizado e se tornou o deus do mundo. A letra de câmbio é o deus verdadeiro do judeu. Seu deus é apenas uma letra de câmbio ilusória.

Só então poderia o judaísmo alcançar o domínio universal e fazer do homem alienado e da natureza alienada alienáveis, objetos vendáveis submetidos à escravidão da necessidade egoísta e à negociação.

Não terá nem faltado uma “solução final” proposta por Marx [2]:

Uma vez que a sociedade consiga acabar com a essência empírica do judaísmo – usura e suas pré-condições – o judeu se tornará impossível, […] e sua existência como espécie foi abolida.

Não foi algo exclusivo a este documento. O antissemitismo está presente em vários documentos de Marx, e novamente é feita uma insinuação à “solução final” [6]:

E aos judeus […] – o que os lhes está destinado? Que não se espere pela vitória de os atirar de volta para o gueto.

Ainda Marx [7]:

Assim, encontramos todos os tiranos apoiados por um judeu […] Na verdade, as ânsias dos opressores seria impossível, bem como a viabilidade de guerra fora de questão, se não houvesse um exército de jesuítas para abafar o pensamento e um punhado de judeus para saquear os bolsos.

Aqui e ali e em todos os lugares que um pouco de capital corteja investimento, há sempre um destes pequeninos judeus pronto para fazer uma pequena sugestão ou ser credor de um pequeno empréstimo. […] Esta organização judaica de traficantes de empréstimos é tão perigoso para as pessoas como a organização aristocrática dos proprietários […] As fortunas acumuladas por estes traficantes de empréstimos são imensas, mas os erros e sofrimentos impostos sobre as pessoas ainda carece de ser contado. […] Mas é só porque os judeus são tão fortes que é oportuno e conveniente expor e estigmatizar a sua organização.

Os seus sentimentos em relação aos judeus não eram apenas integrados na sua filosofia como também nas suas cartas privadas. Num primeiro momento [9]:

Esta jovem senhora, que imediatamente tomou conta de mim com a sua bondade, é a criatura mais feia que já vi em toda a minha vida, com as características faciais repulsivas dos judeus.

E em um segundo momento – uma carta ao seu amigo Friedrich Engels – em que ao seu antissemitismo, Marx aliava também racismo [10]:

[…] o judeu negro, Lassalle […] ele, como é provado por sua formação craniana e seu cabelo, descende de negros do Egito, assumindo que sua mãe ou avó não se tenham cruzado com um negro. Esta união do judaísmo e germanismo com uma substância básica de negro deve produzir um produto peculiar. A impertinência desse fulano também é própria de um negro.

Aproveitando a introdução a Engels, também ele se assumia racista [11]:

[…] os simplórios nacionais alemães e acumuladores de dinheiro do pântano parlamentar de Frankfurt sempre contaram como alemães os judeus polacos, embora esta seja a mais suja de todas as raças, não pelo seu jargão ou pela sua categoria inferior, mas pela sua ânsia de lucro […]

O racismo era assumido até nas conversas entre Engels e Laura, filha de Marx, sobre o seu próprio marido Paul Lafargue [12]:

Na sua qualidade de negro, está um grau mais próximo ao resto do reino animal do que o resto de nós […]

Engels não só considerava algumas etnias inferiores como desejava abertamente que elas fossem extintas pela violência [11]:

Na história, nada é conseguido sem violência e crueldade implacáveis. […] Em suma, verifica-se que estes “crimes” dos alemães e magiares contra os ditos eslavos estão entre as melhores e mais louváveis ações de os magiares e o nosso povo se podem gabar na sua história.

Em obras conjuntas – Marx e Engels – assumiam a necessidade de implementar o terror para a revolução marxista ocorrer [19]:

Não temos compaixão e não pedimos compaixão de si. Quando a nossa vez chegar, não pediremos desculpa pelo terror.

Voltando a Marx, e a uma carta para o próprio Engels [21]:

Que o diabo leve os movimentos populares, especialmente quando são pacíficos.

Continuando com as suas propostas violentas [22]:

O próprio canibalismo da contra-revolução vai convencer as nações que há apenas uma maneira em que as agonias de morte da velha sociedade e os espasmos de nascimento sangrentos da nova sociedade podem ser encurtados, simplificados e concentrados, e essa maneira é o terrorismo revolucionário.

Ideais como “justiça, liberdade, igualdade e fraternidade” não eram o objectivo do marxismo, algo que Marx não tinha problemas em reconhecer pelo próprio punho [23]. Aqueles que costumam alegar que “deturparam Marx” não conhecem as suas verdadeiras propostas:

[…] toda uma turma de estudantes imaturos e doutores excessivamente sábios que querem dar um toque superior, ideal para o socialismo, ou seja, para substituir a sua fundação materialista através da mitologia moderna, com as suas deusas da Justiça, Liberdade, Igualdade e Fraternidade […]

Depois de tudo isto, imagine aqueles comunistas/socialistas que dizem que “socialismo é amor”… Nesta forma de amor muitas pessoas acabaram em campos de concentração e foram mortos milhões – tudo em nome da revolução. Que as citações supracitadas sirvam para colocar em perspectiva o monopólios das virtudes que os socialistas/comunistas dizem ter.

Na obra de George Watson [26], é referida a inspiração de Hitler em Marx: o primeiro criticava o marxismo em público mas teria-o elogiado, diversas vezes, em privado. O autor refere que Hitler era um orgulhoso proprietário de algumas das publicações revolucionárias originais de Marx e Engels. Estes indícios são circunstanciais mas pelas palavras do próprio (Hitler) podemos encontrar uma enorme aderência ao marxismo (ódio ao capitalismo e sua associação aos judeus), [3, pp.418]:

[…] um objetivo e também conhece a atuação construtora (somente, porém, quando se trata de estabelecer o despotismo do capitalismo internacional judeu).

O ódio de Hitler ao capitalismo transcendia a questão judaica. Em diversos momentos de Mein Kampf isso fica explícito pelo próprio punho [3, pp.264]:

Se a fúria dos aproveitadores internacionais em Versalhes se dirigia contra o antigo exército alemão é que este era o último reduto das nossas liberdades na luta contra o capitalismo internacional.

A crítica de Hitler não perdoava no que concerne à propriedade privado do capital e às normais atividades do capitalismo como a especulação [3, pp.198]:

Anteriormente eu não tinha conseguido ainda distinguir, com a clareza que seria de desejar, a diferença entre o capital considerado como resultado final do trabalho produtivo, e o capital cuja existência repousa exclusivamente na especulação.

Tal como Marx, Hitler também criminalizou a burguesia [3, pp. 39]:

[…] era um instrumento da burguesia para exploração das massas trabalhadoras; a autoridade da lei era simples meio de opressão do proletariado; a escola era instituto de cultura do material escravo e mantenedor da escravidão.

Encerrando as citações, temos um discurso de Hitler que é todo dedicado a explicar o porquê de um socialista ter de ser antissemita [27]:

Como alguém, sendo socialista, poderá não ser antissemita?

Em todos os momentos da história que se o capitalismo foi transformado em inimigo, foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade. Deixo, aos leitores, que tirem as suas próprias ilações sobre o exposto. Eu defendo o capitalismo, e o leitor?


[1] Hitler, Adolf (1 de Maio de 1927). Discurso do Dia do Trabalhador.
[2] Marx, Karl (1844). On The Jewish Question . Deutsch-Französische Jahrbücher.
[3] Hitler, Adolf (1925). Mein Kampf . Eher Verlag.
[4] Werth, Nicolas; Panné, Jean-Louis; Paczkowski, Andrzej; Bartosek, Karel; Margolin, Jean-Louis (1999). The Black Book of Communism: Crimes, Terror, Repression . Harvard University Press.
[6] Marx, Karl (17 de Novembro de 1848). Confessions of a Noble Soul . Neue Rheinische Zeitung No. 145.
[7] Marx, Karl (4 de Janeiro de 1856). The Russian Loan. New York Daily Tribune.
[9] Marx, Karl (24 de Março de 1861). Letter to Antoinette Philips.
[10] Marx, Karl (Julho de 1862). Letter to Friedrich Engels.
[11] Engels, Friedrich (29 de Abril de 1849). Neue Rheinische Zeitung. Posen . Neue Rheinische Zeitung No. 285 (second edition).
[12] Engels, Friedrich (Abril de 1887). Letter to Laura Marx.
[19] Marx, Karl; Engels, Friedrich Engels (19 de Maio de 1849). Suppression of the Neue Rheinische Zeitung . Neue Rheinische Zeitung.
[21] Marx, Karl (4 de Fevereiro de 1852). Letter to Friedrich Engels .
[22] Marx, Karl (7 de Novembro de 1848). The Victory of the Counter-Revolution in Vienna . Neue Rheinische Zeitung.
[23] Marx, Karl (19 de Outubro de 1877). Letter to Friedrich Adolph Sorge .
[26] Watson, George (2010). The Lost Literature of Socialism. Lutterworth Press.
[27] Hitler, Adolf (Janeiro de 1968). Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte . (Tradução: Why We Are Antisemites – Speech the Hofbräuhaus )

Sobre o Autor

Português a viver no Brasil. Mestrado em Engenharia Mecânica especializado em manutenção de equipamento industrial. Produção académica com publicações internacionais na área de Finanças/Valuation. Libertário anarcocapitalista.

21 Comments

  1. Repugnante como existem marxistas, eles são criados sem leitura e conhecimento dos fatos, como alguém pode segui-lo sabendo de tudo isso? Quando eu estava na graduação de Ciências Econômicas eu tinha nojo de ler as obras de Marx, pois cada linha que eu lia me sentia mal, sobre o que ele escrevia. A quem ainda defende o socialismo/comunismo, você está ciente do que isso irá proporcionar?

  2. Esse artigo é sensacional. Parabéns!

  3. E alguns idiotas ainda dizem que Hitler era de direita…

  4. Antônio Roberto Xavier - Responder

    Gostaria de não só parabenizar o blog, mas de sugerir a leitura de Carlos Moore como robustez para a discussão. Gostaria de um espaço para poder postar o livro em PDF.

    Atenciosamente,

    Prof. Dr. Antônio Roberto Xavier

  5. BRILHANTE. Elucidativo. Leitura necessária e intelectualmente obrigatória a todos. Site e artigo. Devidamente comentado, divulgado e recomendado a todos. Parabéns!

  6. Um desafio ao autor da postagem (que, diga-se de passagem, passa muita vergonha nas redes sociais): coloque as citações de Marx e Hitler no contexto e tente comprovar sua tese de Marx ser antissemita e Hitler ser marxista.

    Breves detalhes aos incautos: Marx era judeu ortodoxo; Hitler era antimarxista.

    Boa sorte.

  7. Prezado Jorge,
    Tivesse lido o artigo completo e perceberia que as suas questões foram analisadas e refutadas:

    Marx não era judeu. O seu pai fora judeu e converteu-se por razões práticas.

    Hitler dizia-se realmente anti-marxista (Mein Kampf) mas em privado existem indícios de ter admiração por Marx. Porém esta questão não está comprovada.

    Em relação ao antissemitismo de Marx julgo que nem o artigo resumido terá lido na integra. As citações são o que são e são apenas algumas entre as muitas onde Marx atacou os judeus.

    Pode ler mais na versão completa:
    https://www.facebook.com/notes/c%C3%A9sar-serradas/marx-hitler-o-que-n%C3%A3o-sai-no-enem/10156150820150371

    Sempre disponível para o ajudar com interpretação de texto.

    Abraço, César.

  8. Falou e não disse nada…
    O discurso pouco importa, a prática sim…
    Quais práticas eram comuns a Hitler e Marx?

    E o que Hitler tem a ver com a Academia Liberalismo Econômico?

    É aquela coisa… “Eu me sinto bem falando mal dos outros.”

    Comparar Hitler com Marx ou quaisquer comparações destrutivas não agreda nada.

  9. Ótima comparação,
    Mesmo que não haja comprovação sobre Hitler Assumir o Marxismo, está muito claro as evidências ideológicas.
    sugiro a leitura do livro “Marxismo Desmascarado” de um dos maiores economistas do século passado Ludwig Von Mises.
    Abs.

  10. Senhor César, se o senhor deseja realmente exaltar o capitalismo, faça da maneira certa,. Não fazendo comparações mentecaptas entre pessoas, países ou épocas diferentes. Não estou defendendo o socialismo, comunismo ou qualquer ismo que venha aparecer como sistema de produção, pois uma coisa é fato, o ser humano é egoísta por natureza e qualquer sistema por mais perfeito que possa parecer, ele sempre arranjará um meio de deturpá-lo.
    O que estou querendo dizer é que o senhor como um técnico de renome é um ótimo robozinho que é programado para reproduzir os comandos do sistema. Editar textos para melhor lhe convir é o mesmo que pegar a Bíblia e fazer recortes para se ganhar dinheiro, o que está acontecendo muito em nosso país…
    Acredito que não precisamos de mais palavras de ódio como o senhor demonstrou em seu artigo e sim de boas opções para melhorias na sociedade como um todo, perdemos muito quando pessoas como o senhor despende tempo para fazer reflexões estúpidas ao invés de utilizá-lopara melhorar o sistema que o senhor tanto defende.

  11. Prezada Nilza, boa tarde.

    Acho que se equivocou na leitura. O artigo não pretende “exaltar o capialismo”. Isso faço em outros artigos com bastante facilidade e com argumentos a isso destinados.
    Lamento que após a sua leitura não tenha percebido o tema, então eu ajudo.
    O artigo diz respeito a uma comparação de ideias e métodos entre marxismo e nazismo (muitas vezes considerados opostos).
    Os textos não estão editados, estão traduzidos e todos eles têm as respetivas fontes para consulta. Pasme-se até com links diretos. Se identificar algum erro ou edição peço que aponte concretamente qualquer das fontes eu adulterei.
    A ideia também não era disseminar o ódio mas exatamente demonstrar uma crítica a dois sistemas que o fizeram.
    A criação de soluções para a sociedade passa, exatamente, por afastar as pessoas deste tipo de ideias com ódio, sejam elas nazistas ou marxistas.
    Espero que estas indicações extra tenham-na ajudado a interpretar o texto – algo que falhou na sua leitura – porque de resto o seu comentário foi completamente circunstancial.

    Atenciosamente, César Serradas.

  12. Boa tarde.

    Prezado,

    Falei em exaltar o capitalismo. Sim, o senhor, não sei quanto a outros artigos, mas no que eu li, foi sim uma tentativa de exaltar esse sistema.

    em momento algum falei em adulteração de textos, mas em edição, acredito que o senhor significa o que é isso, se não, posso lhe dizer é algo que as pessoas fazem para dar “veracidade” às informações, muito comum aos jornais e revistas que muitas vezes são sensacionalistas…

    Disseminar ódio sim, Hitler fez muito mal para a humanidade, todos nós sabemos, mas quanto a Marx, não vou defendê-lo como disse anteriormente, nos escritos dele sei que tem muitas ordens para tentar acabar com o sistema vigente, mas sabemos que deve ser dessa forma, que o diga o próprio capitalismo que em sua ascensão, houve muitas mortes para que se consolidasse, senão talvez ainda estaríamos na idade média, nesse caso então posso lhe parafrasear: “A ideia também não era o disseminar o ódio mas exatamente demonstrar uma crítica s três sistemas e o que fizeram” (grifos meus).

    Não a criação de soluções para a sociedade não está em demonstrar o que foi feito de errado e sim o que podemos fazer de certo, se é olhar para o passado e tentar revivê-lo ou olhar para o passado e dizer agora vamos fazer diferente, não ser a favor ou contra sistema A,B ou C, pois uma coisa posso lhe dizer, não precisamos de discursos moralizantes, que incentiva direta ou indiretamente qualquer sistema que seja, porque se analisarmos a história da humanidade nenhum deles prestou, cabe a todos nós decidirmos optar por um mundo melhor agindo coletivamente para melhorá-lo.

    Desejo que o senhor me responda:

    As guerras que houveram realmente o propósito foi pelo que foi dito ou por dinheiro e poder no atual sistema?

    Quantas pessoas trabalham a vida toda e morrem pobres? Porquê?

    E aqui no Brasil, o senhor que é residente neste país e pode vê de perto a calamidade da pobreza e a ostentação de poucos ricos, nesse sistema capitalista que suga a maior parte da população. Como podemos mudar esse quadro?

    É… Não falhei em minha leitura e seu texto é bem tendencioso, sua resposta é tão vaga quanto seu artigo infelizmente as circunstâncias me levaram a lê-lo.

  13. Boa tarde, Nilza.

    Acho que deveria ler novamente. Não entendeu o tema.
    Ainda que o capitalismo saia indiretamente exaltado porque duas doutrinas que se lhe opunham eram sanguinárias, não é esse o tema abordado.

    Edição de textos? Então poder-me-ia apontar em que momentos é que editei textos para fora do contexto? Ou em que contextos é que sugerir holocaustos judaicos pode ser aceitável?

    Marx não fez mal à humanidade? Sabia que morreram (muito) mais pessoas devido ao marxismo que ao nazismo? Sabia que o marxismo é considerado crime em países do Leste Europeu?
    Sabia que na Coreia do Norte o sistema vigente é o marxismo?

    As guerras, elas tiveram vários motivos: religiosos, políticos, económicos… Já se matou até para espalhar a democracia. Já se criaram guerras como cortinas de fumo para a política.

    Capitalismo? Recomendo-lhe primeiro estudar sobre o que ele é: a propriedade privada e respectivas trocas de mercado voluntárias (segunda premissa redundante porque deriva da primeira). Ora, se um país invade o outro para sugar os seus recursos essa troca é voluntária? Ela respeita a propriedade privada alheia? Não! Então, em momento algum, alguma pessoa morreu devido ao capitalismo. Não confundir interesses em riquezas alheias com capitalismo. O capitalismo foi precisamente o que demonstrou aos outrora conquistadores que métodos cooperativos são muito mais eficientes a criar riqueza que as guerras.

    O Brasil tem muito capitalismo? Onde? O Brasil aparece em 122º no ranking global de capitalismo. Parece estar muito mal informada.

    E sobre o que fazer para melhorar a condição de vida da humanidade a resposta é só uma: mais capitalismo! Os países mais capitalistas são aqueles com menos pobreza. São aqueles, também, para onde os pobres imigram.
    E as pessoas morrem pobres precisamente nos países menos capitalistas. Para morrerem ricas a riqueza precisa ser criada. O sistema económico mais eficiente na criação de riqueza é o capitalismo.

    Entendeu agora o que seria um texto de “exaltação” ao capitalismo?

    Cordiais cumprimentos, César.

  14. Perfeito, “aplausos” a sua exaltação ao capitalismo, então quer dizer que os países capitalistas são tão bons assim mesmo, legal!
    Para começar vamos falar de mortes quantas pessoas morrem atualmente de fome em diversos países do mundo, reflexo do maravilhoso capitalismo, sistema esse que precisa de pessoas miseráveis e exércitos de reservas para se sustentar? Que vive em crises cíclicas prova disso foi a crise de 2008 nos EUA – símbolo maior do capitalismo- ,bom mas vamos deixar quieto.
    Quanto a estudar sobre esse sistema sim já estudei e lhe digo, é sistema burro e falho como todos os outros, pior alimenta-se da ignorância de todos que acreditam que por si só se basta. Troca voluntária, você tocou na ferida se um país suga os outros é troca voluntária? Asseguro-lhe que não, então me diga porque os grandes países desenvolvidos sugam os subdesenvolvidos para permanecerem desenvolvidos? Interesses alheios, bem se vê que o senhor não entende de relações sociais e que acredita piamente nas bobas palavras de Adam Smith quando escreveu “A riqueza das nações” ideologia tão pueril que não se sustentou até o Crash de 1929, quando o Estado teve que intervir.
    Pelo que parece eu entendo um pouco de capitalismo, não falo palavras vãs. Ah! o senhor me orientou que estudasse sobre o capitalismo sim fiz isso agora também me dou ao direito de lhe recomendar algumas leituras , para começar que tal “A história da riqueza do homem” entre outras sobre sociologia que se algum dia o senhor pensar em se desalienar começar a estudar…
    Quanto ao Brasil não ser capitalista, sinceramente hei de convir que estou realmente mal informada, pois nos denominamos capitalista, se não é um país capitalista é o que um país marxistas?
    Sim, o capitalismo pode até criar riqueza mas o senhor sabe de que forma? Acredito que não! Então que tal procurar saber da estrutura capitalista, eu tenho certeza que o senhor iria retificar, e com veemência, sua afirmação.

  15. Engraçado insistir com essa coisa de país capitalista e país comunista. Temos país democrático e país comandado por ditaduras. Brasil, país democrático, porem, longe de ser capitalista; por outro lado temos a China, país comandado por um governo comunista, mas com ações econômicas capitalistas.

  16. Este discurso “Nós somos socialistas e inimigos do sistema econômico capitalista atual,…” – é uma fraude. A frase é Gregor Strasser – um famoso PLAGIADOR que roubou diversos contos e publicou como sendo de um dos 100 encontros fantasioso que teve com Hitler.
    Hitler fez o inverso do socialismo. Ele até fez um “PRIVATIZE JÁ” no momento que chegou ao poder promovendo PRIVATIZAÇÕES enas siderúrgicas, bancos, ferrovias e em outras 500 empresas expropriadas dos judeus. Hitler que foi financiado pelos magnatas e capitalistas da Alemanha, jamais iria contra os que financiaram o NAZISMO e era fã inclusive de Henri FORD a quem deu a primeira medalha a
    um não alemão. Existe foto deste momento na Internet.

  17. Que confusão que está a fazer, Dinho. Existe realmente uma frase do Strasser que é parecida com a de Hitler. Mas não é a mesma e são diferentes.
    A frase do Strasser começa com: “Nós somos inimigos, inimigos mortais, do atual sistema capitalista […]”
    As fontes (onde mostram as diferenças entre as frases) podem ser consultadas em The Politically Incorrect Guide to Socialism By Kevin Williams.
    Informe-se antes de trazer ruído.

    • César, perdão. Foi realmente uma confusão de nomes. A frese está no livro de Hermann Rauschninge este sim um famoso plagiador e que fantasiou encontros com Hitler e onde menciona tal frase. Ele também copiou contos de Nietzsche como se fosse encontros dele com Hitler. Eu procurava textos com a mesma frase.

      Nazismo era de extrema-direita, capitalista NÃO liberal, racista, expansionista, nacionalista. armamentista, conservador e cristão. Tudo oposto ao socialismo. Hitler jamais fez “Abolição da propriedade privada”, “coletivização da produção” ou “suprimiu o cristianismo”. Ao contrário disto tudo, o Nazismo foi financiado pelos maiores capitalistas da Alemanha e até dos EUA com Ford. Os discursos de Hitler eram sempre contra o Capitalismo conhecido da época – o liberalismo econômico.

      Quanto a indicação do Kevin Williams, eu não achei nada público para avaliar e normalmente só dedico tempo para grandes pensadores reconhecidos pelas academias internacionais de Ciência em História.
      Tenha um bom dia.

  18. O que é capitalismo não liberal?

    A opinião sobre os historiadores é relativa. Cada um terá a sua. Por isso é que sempre gosto de ir à literatura dos próprios que se estão a retratar. Uma leitura de Mein Kampf e perceberá os imensos ataques que ele fazia ao capitalismo.

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Close