A discriminação é custosa, especialmente em um mercado competitivo. Se os salários dos empregados do tipo X forem 25% menores do que os salários dos empregados do tipo Y, por exemplo, então um capitalista ganancioso pode aumentar seus lucros contratando mais profissionais do tipo X. Se os empregados do tipo Y ganharem US$ 15,00 dólares a hora 1 , e os empregados do tipo X ganharem US$ 11,25 dólares a hora, então uma empresa com 100 empregados poderia ganhar US$ 750 mil a mais por ano.

Na verdade, um capitalista ganancioso poderia ganhar mais do que isso estabelecendo preços um pouco abaixo das empresas discriminadoras, tomando o mercado, e afundando as empresas discriminadoras. A lógica básica da discriminação salarial do empregador foi apresentada por Becker em 1957 . A lógica implica que a discriminação é custosa, especialmente no longo prazo. Não que ela não ocorra.

Um ótimo teste desta teoria pode ser encontrado em um artigo recentemente 2 publicado na Sociological Science : “As empresas que discriminam são mais propensas a sair do mercado?” A autora, Devah Pager , é pioneira em usar experimentos de campo para estudar a discriminação. Em 2004, ela e os coautores Bruce Western e Bart Bonikowski conduziram um estudo investigativo sobre a discriminação em Nova York usando candidatos a empregos com currículos similares, mas raças diferentes, e eles encontraram significativa discriminação nas chamadas para entrevista. Agora, Pager retornou a estes dados e pergunta “o que aconteceu com aquelas empresas em 2010?” Ela verificou que 36% das empresas que discriminaram faliram, mas apenas 17% das que não discriminaram faliram.

Percentual de empresas fora de mercado em 2010 segundo evidências de discriminação em 2004.

A amostra é pequena, mas os resultados são estatisticamente significativos e permanecem válidos quando se controla por tamanho, vendas e setor.

Como Pager notou, a causa destas falências pode não ser a discriminação em si, mas sim que as empresas que discriminam estão contratando usando critérios não racionais, intuitivos, enquanto que as empresas que não discriminam estão usando métodos de contratação mais sistemáticos e racionais.

Como ela conclui:

Seja por causa da discriminação ou por outras decisões relacionadas, podemos concluir com maior confiança que empregadores que discriminam são aqueles com maior probabilidade de sair do mercado. A discriminação pode ou não ser uma causa direta de falência de empresas, mas ela parece ser um indicador confiável de que o fracasso está por vir.


Esse artigo foi originalmente publicado como Firms that Discriminate are More Likely to Go Bust para o Marginal Revolution .

Notas:

  1. Nos EUA, os salários são frequentemente determinados por hora. (N. do E.)
  2. Este artigo foi originalmente publicado em setembro de 2016. (N. do E.)

Sobre o Autor

Alex Tabarrok é professor na George Mason University, diretor de pesquisa no Independent Institute e co-autor do blog Marginal Revolution e da Marginal Revolution University.

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