facebook_pixel

Como muito bem dizia Milton Friedman , brilhante economista vencedor do prêmio Nobel em 1976, as pessoas tomam decisões muito diferentes quando votam com as mãos do que quando votam com os pés.

Quando elas votam com as mãos, quase sempre votam por mais Estado na economia. Isso quer dizer que elas votam em políticos que prometem mais investimentos em empresas estatais, regulação mais restritiva no funcionamento das empresas privadas, maior controle estatal de preços, legislação trabalhista mais abrangente e rigorosa, entre outras coisas.

Mas quando elas votam com os pés, votam sempre por menos Estado na economia. Ou seja, quando mudam de país, escolhem países onde há justamente menos de tudo isso. Não há corrente migratória dos Estados Unidos para o México, de Hong Kong para a China, ou da Flórida para o Brasil.

imigrantes

Esse curioso paradoxo sugere que as pessoas em geral não entendam muito bem o que acontece em suas vidas quando o Estado intervém na economia de seu país. Se soubessem, certamente haveria maior harmonia entre aquilo que querem e aquilo que escolhem. A concepção geral que se tem é que o Estado consegue reger a economia de seu país como o maestro rege uma orquestra, e que se elegemos as pessoas certas para o cargo de maestro, ele saberá nos conduzir para a prosperidade.

Só que os mais de duzentos anos de estudo sistemático da ciência econômica ensinam justamente o contrário: o Estado, por mais bem intencionado que seja, não tem a capacidade de promover o bem-estar de sua população. Entre economistas, os motivos para isso já foram exaustivamente estudados e discutidos, e já são plenamente compreendidos. A realidade observada nesses anos todos também já serviu para corroborar todo esse estudo a ponto de não haver mais dúvidas quanto à sua validade.

Por que então as pessoas ainda defendem que o Estado atue na economia? Talvez parte da explicação seja o fato de que não se aprende Economia nas escolas. As crianças aprendem que 7 x 8 = 56, aprendem o que é a tabela periódica de elementos químicos, aprendem como se deu a revolução francesa, e aprendem que o estômago serve para digerir alimentos. É claro que ninguém sai da escola matemático, químico, historiador ou médico, mas todos aprendem o mínimo necessário de cada uma dessas ciências para entender, sob cada uma de suas óticas, o mundo onde vivem.

sala de aula

O mesmo não se pode dizer de Economia. Não se aprende na escola teoria da firma , teoria do consumidor , modelo IS-LM , ou qualquer outro que faria o aluno entender as relações econômicas de uma sociedade – e esses três exemplos são todos ensinados no primeiro ano de um curso de Economia. Esse conhecimento é restrito apenas àqueles que decidiram se especializar nessa ciência, o que torna todo o resto da população alvo fácil de grupos ideologicamente interessados no superdimensionamento do Estado.

A Academia Liberalismo Econômico tem o objetivo de preencher esse espaço vazio, disseminando conhecimento econômico na população brasileira. É certo que já existe um acalorado debate entre liberais e estatistas, mas o grande público é apenas expectador nessa discussão e não possui conhecimento crítico para entender os argumentos de cada lado; tudo o que lhes resta é escolher em qual deles acreditar, e o apelo emocional que existe na ideia de que o Estado nos dará tudo o que precisamos é evidentemente muito forte.

Todo o nosso conteúdo é feito para ser informativo e educativo, e tendo em mente o maior público possível. Uma vez que uma pessoa entenda, por raciocínio próprio, quais são os efeitos de o Estado intervir e atuar na economia, ela passa a entender os argumentos do debate e fica imune a todas as falácias que são utilizadas para enganar-la.

O caminho é longo, sem dúvida. Há muito o que transmitir, e é um desafio alcançar uma população grande e heterogênea como a nossa. Mas não há outra alternativa para se vencer o populismo estatista de maneira definitiva, e precisamos começar a jornada. Contamos com você para ajudar a divulgar nosso trabalho; e se trabalharmos juntos, quem sabe um dia as pessoas passarão a expressar sua verdadeira vontade com as mãos, e não será mais necessário usar os pés.

estrada

Close