facebook_pixel

O senador Bernie Sanders deseja aumentar drasticamente o fardo do Estado e alega que suas políticas não levarão à miséria econômica porque países como a Suécia mostram que é possível ter um país próspero com um forte estado de bem-estar social.

Talvez, mas há graus de prosperidade. E um grande setor público impõe um fardo significante nas nações nórdicas, resultando em padrões de vida abaixo do nível americano de acordo com dados da OCDE.

Além do mais, de acordo com a pesquisa de um economista sueco, pessoas de descendência escandinava nos EUA produzem e recebem muito mais do que seus correspondentes nos países de origem.

Isso não é exatamente um sinal favorável ao modelo nórdico.

Mas existem algumas coisas que podemos aprender com lugares tais como a Suécia. E não apenas coisas a evitar.

Como Johan Norberg explica nesse breve vídeo, existem algumas políticas muito boas em seu país. De fato, por alguns aspectos, seu país é mais livre-mercado do que os EUA.

Eu gosto em especial de sua explicação sobre como a Suécia se tornou um país rico primeiro, antes de adotar o estado de bem-estar social.

E ele está certo sobre a Suécia ter tido um governo menor e uma carga tributária mais baixa do que os EUA por um longo período.

graf1

De fato, havia pouquíssima distribuição de renda até os anos 60.

Mas uma vez que o estado de bem-estar social foi adotado, os suecos ficaram loucos e aumentaram drasticamente os impostos e o fardo dos gastos públicos. E como Johan explicou, foi então que a prosperidade relativa da Suécia começou a cair.

O governo inchado finalmente levou o país a uma crise econômica no início dos anos 90, o que acordou os políticos suecos, e nas últimas décadas eles passaram a fazer políticas públicas na direção certa.

Isso inclui reduções significantes no orçamento e alíquotas de impostos mais baixas (apesar de que o peso da carga tributária ainda é alto demais).

tabela

Eu gostei especialmente do conselho do Johan de copiarmos o que funciona. Nós devíamos privatizar parcialmente o sistema de previdência social (na verdade, deveríamos ser como a Austrália e privatizar completamente, mas devemos pelo menos iniciar o processo). E nós deveríamos ter um programa extensivo de vouchers para escolas, como a Suécia. Além disso, vamos copiar os suecos e acabar com o imposto sobre heranças.

A Suécia é, na verdade, um país muito pró-mercado, apesar de ser também pesado por um enorme estado de bem-estar social e impostos excessivos. Curiosamente, se você examinar as variáveis de políticas não-fiscais do relatório Economic Freedom of the World, a Suécia está classificada muito acima dos EUA (assim como muitos outros países nórdicos).

No final, o ponto é que a Suécia é relativamente parecida com os EUA. Existem algumas políticas ruins e outras políticas relativamente decentes. Os EUA estão classificados acima da Suécia em algumas áreas, mas aparece atrás em outras. O resultado é que ambas nações são mais pró livre mercado do que a média das nações ocidentais (compare a Suécia com a Grécia, por exemplo), mas ambas estão atrás de Hong Kong e Cingapura, que são as marcadoras de ritmo para liberdade econômica.

Para mais informações sobre este tema, aqui está um vídeo do Center for Freedom and Prosperity que apresenta mais uma sueca explicando o que funciona e o que não funciona em seu país.

Obs: A Dinamarca é muito parecida com a Suécia. Uma carga tributária esmagadora e um sistema de bem-estar social extravagante, mas também tem políticas super favoráveis ao livre-mercado em outras áreas (e talvez algum progresso na área fiscal se a Dinamarca continuar a seguir a Regra de Ouro1).


Esse artigo foi originalmente publicado como Sweden Isn’t a Good Role Model for Bernie Sanders para o International Liberty.


Notas:

  1. O autor refere-se à regra de ouro idealizada por ele mesmo: “O setor privado deve crescer mais rápido do que o governo”. (N. do E.)

Sobre o Autor

É colaborador sênior do Cato Institute. É presidente do Center for Freedom and Prosperity, uma organização criada para defender e promover impostos competitivos. Previamente, Dan serviu como colaborador sênior no The Heritage Foundation e foi economista do senador Bob Packwood e do comitê de finanças do Senado. Recebeu seu Ph.D em economia da George Mason University e graduação e mestrado em economia da University of Georgia.

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Close