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Neste último final de semana 1 , a The Economist publicou um curto vídeo em sua página no Facebook chamado “O ano do 1%”. O vídeo mostra um gráfico sobre o planeta Terra vista do espaço enquanto uma voz narra:

2016 está marcado para ser um mundo mais desigual do que nunca. Pela primeira vez, o 1% mais rico desfrutará de uma fatia maior da riqueza global do que os outros 99%.

O gráfico da The Economist me lembrou de outro gráfico que também mostra duas linhas que em dado momento se cruzam, mas que contam uma história bem diferente . Apesar do crescimento populacional, há menos pessoas vivendo em extrema pobreza hoje do que em qualquer momento anterior:

Como podem os dois gráficos estarem certos? A pobreza pode cair mesmo que a desigualdade aumente, desde que o total de riquezas no mundo esteja crescendo.

Ignorar isso é ser vítima da “ falácia do bolo fixo ”. Durante a maior parte da história humana, a riqueza global ficou praticamente estável. Mas graças ao comércio e à industrialização, a riqueza disparou, principalmente desde 1900, e continua escalando.

Ao mesmo tempo, avanços tecnológicos também aumentaram o bem-estar humano de maneiras não captadas olhando apenas para o PIB.

Porque o bolo está crescendo, focar apenas na desigualdade, como faz o vídeo da The Economist, faz pouco sentido . A maioria de nós acharia melhor ter uma fatia relativamente menor de um bolo gigantesco do que o maior pedaço de um bolo microscópico.

Em outras palavras, a maioria de nós acharia melhor ser mais rico em termos absolutos, independentemente de sua posição relativa. É por isso que muitos de nós, se dada a escolha, escolheria ser uma pessoa ordinária hoje ao invés de um membro da elite de um século atrás , ou um rei do século XVII .


Esse artigo foi originalmente publicado como 2016 Is the Year of Inequality – And Prosperity para o Foundation for Economic Education .


Notas:

  1. Este artigo foi originalmente publicado no dia 14 de abril de 2016. (N. do E.)

Sobre o Autor

Chelsea Follett trabalha no Cato Institute como pesquisadora e editora-chefe no Human Progress.

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